3 min leitura
Albergaria-a-Velha lança projeto para proteger zonas industriais de incêndios
Iniciativa surge após sucessivos fogos que causaram prejuízos de milhões de euros e a destruição de várias unidades fabris. Projeto inclui a instalação de um sistema de aspersores de água, como os da rega, em volta da zona industrial.
06 Mar 2026 - 13:35
3 min leitura
Foto Unsplash
- TRATOLIXO lança campanha para incentivar a reciclagem de embalagens de vidro
- Confederação Nacional da Agricultura diz que proposta do OE2027 não prevê reforço das verbas para agricultura
- Odemira com investimento de 5,9 ME para reforçar abastecimento de água
- Projeto português vence prémio europeu dedicado à sustentabilidade e à inovação
- Seguradoras poderão aumentar prémios e excluir riscos climáticos das apólices
- Mulheres gerem 18,1% da superfície agrícola em Portugal
Foto Unsplash
A Câmara de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, lançou nesta sexta-feira o projeto “Indústrias Seguras, Comunidade Segura” que, através de um conjunto de medidas a implementar até 2030, visa reforçar a proteção das zonas industriais contra incêndios florestais. A iniciativa municipal surge após sucessivos fogos em 2019, 2022 e 2024 que causaram prejuízos de milhões de euros e a destruição de várias unidades fabris.
A componente mais cara do projeto é a instalação de um sistema de aspersores de água, como os da rega, em volta da zona industrial, para humedecer o terreno e fazer baixar a temperatura à aproximação das chamas, mas a autarquia não tem capacidade para suportar sozinha esse custo.
“Vamos ver se se consegue obter financiamento através do PTRR [programa Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência]”, disse o presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, Carlos Coelho, na apresentação do projeto, manifestando até o interesse em replicar esse modelo em torno das “aldeias seguras” na transição entre a zona urbana e serrana do concelho.
O plano apresentado prevê o corte e a replantação de 4.400 hectares de floresta em torno das áreas industriais, num investimento estimado de oito milhões de euros. De acordo com o coordenador municipal de proteção civil, João Oliveira, é também proposta uma faixa de proteção de 100 metros com espécies nativas como sobreiros e azinheiras, criando uma zona de transição.
As empresas são desafiadas pela autarquia a colocarem informação relevante à disposição das corporações de socorro, que passam a aceder a dados críticos das fábricas através de códigos QR, para identificar matérias-primas perigosas e planos de evacuação.
Dirigida às empresas é também a formação de colaboradores para a primeira intervenção em focos iniciais, estando já a decorrer um programa de formação no Centro Municipal de Proteção Civil. A georreferenciação dos hidrantes industriais está já a ser trabalhada com outras entidades, como a empresa de abastecimento de água, para permitir aos operacionais conhecer o estado e o caudal das fontes de água em tempo real.
O projeto introduz também a figura do “gestor de emergência”, que assegura a ligação direta entre as empresas, a proteção civil, os bombeiros e a GNR. “A implementação total das medidas tem um horizonte temporal fixado até 2030, mas as ações de sensibilização e limpeza de terrenos são imediatas”, explicou João Oliveira.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- TRATOLIXO lança campanha para incentivar a reciclagem de embalagens de vidro
- Confederação Nacional da Agricultura diz que proposta do OE2027 não prevê reforço das verbas para agricultura
- Odemira com investimento de 5,9 ME para reforçar abastecimento de água
- Projeto português vence prémio europeu dedicado à sustentabilidade e à inovação
- Seguradoras poderão aumentar prémios e excluir riscos climáticos das apólices
- Mulheres gerem 18,1% da superfície agrícola em Portugal