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China acelera transição energética e ganha vantagem na corrida à IA
Com planos de adicionar mais de 3,4 terawatts de capacidade elétrica nos próximos cinco anos, a China prepara-se para alimentar centros de dados e impulsionar a inteligência artificial, enquanto os EUA ficam atrás devido à resistência às renováveis.
06 Fev 2026 - 12:14
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A China está a reforçar rapidamente a sua capacidade de geração de energia, projetando adicionar mais de 3,4 terawatts nos próximos cinco anos, quase seis vezes mais do que os Estados Unidos planeiam, segundo uma análise da BloombergNEF.
Este crescimento massivo posiciona o país asiático como líder global na corrida à inteligência artificial (IA), ao fornecer a energia necessária para alimentar centros de dados em expansão.
Desde 2021, a China já adicionou mais capacidade de energia em todas as tecnologias do que os EUA em toda a sua história, incluindo 543 gigawatts apenas no ano passado. A expansão inclui fontes renováveis, como solar e eólica, mas também carvão, nuclear e gás, garantindo uma infraestrutura energética diversificada e capaz de suportar o rápido crescimento da IA.
Especialistas, incluindo Elon Musk e Jensen Huang, CEO da Nvidia, alertam que a disponibilidade de eletricidade é um fator crítico para o desenvolvimento da IA. Musk sublinha que “o fator limitador para a implementação de IA é fundamentalmente a eletricidade”, enquanto Huang destaca que a China possui o dobro da energia dos EUA, oferecendo-lhe uma vantagem estratégica.
A Bloomberg frisa que nos Estados Unidos o crescimento da capacidade elétrica enfrenta entraves significativos, destacando a resistência política às energias renováveis e atrasos na cadeia de abastecimento como fatores que atrasam a expansão de centrais elétricas. E tal limita a capacidade de suportar a crescente procura de energia dos centros de dados e da IA, segundo os analistas.
Assim, enquanto a China projeta ter capacidade excedente suficiente para alimentar mais de três vezes a procura mundial de centros de dados até 2030, os EUA poderão enfrentar restrições que dificultam novos desenvolvimentos.
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