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Comissão científica da Capital Verde Europeia aprova dois novos projetos em Guimarães

Iniciativas apostam em mobilidade sustentável, saúde urbana e conetividade territorial com recurso a tecnologia e participação cidadã na cidade.

10 Abr 2026 - 12:01

3 min leitura

Foto: Site CM Guimarães

Foto: Site CM Guimarães

A comissão científica da iniciativa Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia aprovou o financiamento de dois novos projetos que visam reforçar a aposta da cidade na inovação, sustentabilidade e ação climática. As propostas, designadas CLEAR PATHS e PACTS2B-READY, destacam-se pelo recurso a tecnologia avançada e pela ligação entre conhecimento científico e políticas públicas.

O projeto CLEAR PATHS propõe a criação de um sistema de rotas inteligentes que cruza dados ambientais, urbanos e de saúde para promover mobilidade ativa segura e inclusiva. A iniciativa, desenvolvida por investigadores ligados à Universidade do Minho e ao Instituto Superior de Saúde, pretende transformar Guimarães num “laboratório vivo”, através da recolha e análise de indicadores como qualidade do ar, temperatura, ruído e acessibilidade.

A partir destes dados será criado um índice designado “Green Comfort Score”, que permitirá recomendar percursos personalizados para caminhadas ou processos de reabilitação, com especial enfoque na redução da exposição ao calor e à poluição. O sistema inclui ainda uma aplicação móvel e ferramentas de apoio à decisão dirigidas a municípios e profissionais de saúde, incorporando também mecanismos de participação cidadã, como auditorias urbanas e processos de cocriação.

Já o projeto PACTS2B-READY centra-se na conetividade territorial sustentável e no apoio à decisão em políticas públicas, recorrendo a tecnologias como deteção remota, inteligência artificial e modelação. A proposta é liderada por investigadores do CITAB, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e do CIBIO.

O projeto prevê a valorização de práticas tradicionais de gestão do território e a avaliação do seu contributo para a biodiversidade, o bem-estar e a adaptação às alterações climáticas. Entre os objetivos está também a mitigação de espécies invasoras e o reforço da articulação entre diferentes atores locais, promovendo transferência de conhecimento e trabalho em rede.

A comissão científica responsável pela seleção dos projetos integra cerca de quatro dezenas de especialistas de instituições nacionais e internacionais, incluindo universidades e centros de investigação, sendo copresidida pelo presidente do Laboratório da Paisagem, Carlos Ribeiro, e da Estrutura de Missão Guimarães 2030, Isabel Loureiro.

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