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Degelo do ‘permafrost’ no Ártico acelera libertação de carbono antigo
Investigadores alertam que estas alterações têm potencial para afetar a salinidade costeira, ciclos de nutrientes e cadeias alimentares, com impactos diretos em setores económicos locais, como a pesca e a produção de energia.
07 Abr 2026 - 13:39
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O ‘permafrost’, solo permanentemente congelado que cobre vastas áreas do Ártico, está a descongelar devido ao aquecimento global, libertando carbono armazenado durante milhares de anos. Um novo estudo levado a cabo na Universidade do Massachusetts, EUA, revela que grande parte deste carbono é transportada pelos rios do norte do Alasca para o Oceano Ártico, aumentando o risco de emissões de dióxido de carbono e contribuindo para o efeito de estufa global.
Segundo os investigadores, os rios árticos drenam cerca de 11% da água doce global, o que torna o impacto desta libertação de carbono particularmente significativo. O modelo utilizado no estudo estima que o caudal dos rios poderá aumentar até 25% nas próximas décadas, enquanto a estação de descongelamento se prolonga mais para o final do ano, favorecendo o transporte de matéria orgânica antiga para os ecossistemas costeiros.
Estas alterações têm potencial para afetar a salinidade costeira, ciclos de nutrientes e cadeias alimentares, com impactos diretos em setores económicos locais, como a pesca e a produção de energia.
Os autores do estudo sublinham que a libertação de carbono do ‘permafrost’ não é apenas um indicador do aquecimento global, mas um fator ativo que pode acelerar mudanças climáticas e exigir respostas políticas globais mais urgentes.
Além do impacto ambiental imediato, os investigadores alertam que este fenómeno poderá influenciar mercados globais de energia e recursos naturais. O aumento de carbono e nutrientes nos rios pode alterar padrões de pesca comercial e a biodiversidade marinha, enquanto mudanças no regime hídrico podem afetar infraestruturas de transporte e exploração de recursos no Ártico, uma região já sensível às alterações climáticas.
O estudo reforça a necessidade de monitorização contínua do ‘permafrost’ e de políticas de mitigação mais agressivas para reduzir emissões globais.
Sem uma ação coordenada, os especialistas avisam que a libertação de carbono antigo pode intensificar ainda mais o aquecimento global, criando um ciclo de retroalimentação difícil de controlar e com impactos económicos e ambientais de longo prazo.
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