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Desacordos sobre âmbito geográfico levam a adiamento do plano “Made in Europe”
Plano visa estabelecer limites mínimos para produção de componentes para setores estratégicos, incluindo baterias, energia solar e eólica e também energia nuclear.
23 Fev 2026 - 16:32
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O anúncio do plano “Made in Europe”, a política europeia que visa estabelecer limites mínimos para produção de componentes para setores estratégicos, incluindo baterias, energia solar, eólica e nuclear, foi adiado por desacordos relativos ao seu âmbito geográfico.
Segundo avança a agência Reuters, o plano que deveria se apresentado na próxima quinta-feira foi adiado durante uma semana
“Após discussão… a apresentação do IAA está agora prevista para 4 de março”, disse um porta-voz do gabinete do vice-presidente executivo da Comissão, Stéphane Séjourné, à Reuters, referindo-se às políticas a serem elaboradas ao abrigo da nova Lei do Acelerador Industrial.
Governos, incluindo o do França, têm defendido a ideia de regulamentos “Made in Europe”, argumentando que as indústrias europeias precisam de proteção face a importações mais baratas de mercados como a China, onde as regras ambientais e outras são menos exigentes.
Mas outros, incluindo a Suécia e a República Checa, alertam que exigências de “comprar local” podem afastar investimento, aumentar os preços em concursos públicos e prejudicar a competitividade global da União Europeia.
Por outro lado, fabricantes automóveis e outras indústrias pediram que as proteções sejam alargadas para além da UE e da EFTA — Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein — para incluir outros territórios nas suas cadeias de abastecimento, como o Reino Unido e a Turquia.
O IAA (Industrial Accelerator Act) faz parte do Clean Industrial Deal, adotado em fevereiro de 2025 para reforçar a competitividade global do bloco, particularmente face a empresas rivais dos Estados Unidos e da China.
“Esperamos que esta semana adicional de discussões internas permita tornar a proposta ainda mais sólida”, afirmou o porta-voz da Comissão.
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