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ENTSO-E pede “colaboração reforçada” entre operadores de rede para estabilizar sistema elétrico europeu
Relatório técnico alerta para novos desafios de estabilidade no sistema de energia elétrica europeu.
09 Fev 2026 - 10:56
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Foto: Pexels
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A ENTSO-E, associação que reúne operadores de sistemas de transmissão em toda a Europa, incluindo a REN, defende uma “colaboração reforçada” entre operadores de rede para enfrentar os desafios de estabilidade do sistema elétrico europeu, cada vez mais dominado por eletrónica de potência.
Num novo relatório técnico, a ENTSO-E avalia como os operadores de sistemas de transmissão (TSO, na sigla em inglês) podem monitorizar e detetar desafios emergentes de estabilidade num sistema elétrico cada vez mais dominado por eletrónica de potência.
“O sistema elétrico europeu está a sofrer rápidas mudanças, impulsionadas pela integração em grande escala de fontes de energia renováveis, pela expansão das interligações HVDC e pelo crescente uso de geração e consumo ligados através de eletrónica de potência”, explica a associação, acrescentando que “embora essenciais para a transição energética, estas mudanças introduzem novos fenómenos de estabilidade, mais complexos do que nos sistemas elétricos tradicionais, podendo manifestar-se em escalas temporais mais rápidas e com comportamentos dinâmicos diferentes dos sistemas síncronos”.
O relatório centra-se nas tecnologias de deteção de instabilidade baseadas em medições como elemento-chave para manter a operação segura do sistema. Avalia ferramentas como unidades de medição fasorial, unidades de medição de forma de onda e sistemas de medição de larga escala, destacando as suas vantagens, limitações e aplicabilidade a diferentes fenómenos de instabilidade, incluindo instabilidades conduzidas por conversores e fenómenos de ressonância, bem como, quando relevante, a sua aplicabilidade em diferentes frequências e escalas temporais. O documento enfatiza o papel da medição e análise em tempo real para deteção precoce.
O documento sublinha também desafios críticos na implementação destas tecnologias, incluindo taxas de amostragem, sincronização temporal, largura de banda dos sensores, gestão de dados e segurança cibernética, propondo recomendações para harmonização de protocolos, desenvolvimento de algoritmos online e integração de sistemas offshore com redes onshore.
Segundo a ENTSO-E, só através de investigação coordenada, partilha de dados e projetos-piloto será possível transformar estas recomendações em práticas operacionais, garantindo um sistema elétrico europeu mais seguro, eficiente e resiliente durante a transição energética.
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