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Formação e tecnologia. Ou porque a eficiência energética já não é só uma opção

A eficiência energética assume-se como uma oportunidade decisiva para quem lidera a mudança. Fruto disso, os instaladores comprometidos com a aprendizagem, inovação e especialização serão aqueles que farão a diferença num mercado cada vez mais exigente. Por Santiago Perera, diretor de Negócios na Península Ibérica e América Latina na Eurofred

10 Abr 2026 - 07:40

4 min leitura

Santiago Perera, diretor de Negócios na Península Ibérica e América Latina na Eurofred

Santiago Perera, diretor de Negócios na Península Ibérica e América Latina na Eurofred

Nos últimos anos, o ar condicionado deixou de ser um serviço simples e tornou-se num elemento-chave da sustentabilidade. A eficiência energética já não é uma tendência passageira, é uma necessidade real, impulsionada por alterações regulatórias, pela volatilidade dos preços da energia e, acima de tudo, por uma nova consciência ambiental partilhada por empresas, profissionais e utilizadores.

Os dados confirmam esta tendência. Em Portugal, o consumo de eletricidade atingiu em 2025 um máximo histórico de 53,1 TWh, segundo dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, refletindo o crescimento da procura energética em todos os setores da economia.

Ao mesmo tempo, o parque habitacional continua a revelar um enorme potencial de melhoria em eficiência energética. Estimativas associadas a programas nacionais de reabilitação indicam que mais de 75% das habitações portuguesas apresentam classificação energética igual ou inferior a C, o que evidencia um elevado nível de ineficiência no edificado.

Neste contexto, a modernização dos edifícios e a incorporação de tecnologias mais eficientes – como sistemas de climatização de alta eficiência ou soluções baseadas em energias renováveis – não representam apenas uma necessidade ambiental. São também uma oportunidade clara de crescimento para o setor da instalação e para os profissionais capazes de liderar esta transformação.

O instalador, protagonista da transição energética

Se a evolução do setor mostrou algo é que o instalador desempenha um papel central nesta transformação. Não é apenas quem executa o trabalho técnico, mas também quem traduz a inovação em soluções reais que melhoram a vida das pessoas. O seu conhecimento do terreno, a sua capacidade de diagnóstico e a proximidade ao cliente final tornam-no num agente essencial da transição energética.

No entanto, o contexto atual requer evolução constante. As tecnologias mudam, as regulamentações são atualizadas e os clientes exigem soluções mais integradas e eficientes. Neste novo ambiente, a formação e a digitalização tornaram-se nos motores do crescimento profissional.

Benefícios da formação: um investimento que sempre retorna

A formação contínua não só permite uma constante atualização, como também a diferenciação num mercado cada vez mais competitivo. Os profissionais que apostam na formação em eficiência energética e novas tecnologias, em parceria com fabricantes e associações do setor, estão mais predispostos a oferecer projetos de competitividade e sustentabilidade superiores, com vantagens que se traduzem diretamente em crescimento e confiança.

Desde logo, permite reduzir o consumo de energia. Com o domínio de tecnologias de alto desempenho, como as que integram energias renováveis ou bombas de calor, é possível ter poupanças energéticas que chegam aos 70%, em ar condicionado e água quente doméstica. Também significa uma maior poupança económica e competitividade, por via da oferta de soluções e serviços mais inovadores, pois um sistema bem dimensionado, ajustado ao tipo de instalação, reduz os custos operacionais e melhora a rentabilidade, tanto do projeto, como do próprio negócio do instalador.

Outro aspeto relevante é a redução do impacto ambiental. Com a aplicação de critérios de eficiência energética e o compromisso com soluções sustentáveis, contribui-se para a redução da pegada de carbono, com impacto em edifícios com quase zero emissões. Por fim, a conformidade regulamentar; o conhecimento da atual legislação e das diretivas europeias garante aos profissionais a consecução de projetos seguros, em conformidade com as normas ambientais mais exigentes.

Estes benefícios, não só melhoram o resultado de cada instalação, fortalecem a reputação do profissional e abrem novas oportunidades de negócio. Em suma, formação é sinónimo de crescimento.

O futuro do AVAC será mais digital, mais eficiente e mais regulado. Mas, acima de tudo, será mais exigente. Neste cenário, serão os instaladores comprometidos com a formação e especialização a fazer a diferença. Porque o profissionalismo não é improvisado, é construído. E a formação é a ferramenta que lhes permite continuar a crescer, enfrentar novos desafios e consolidar-se como referência num mercado em plena transformação.

 

 

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