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MAEn investe 30 milhões de euros do PRR em reciclagem e valorização de resíduos
Aviso do Governo serve para sistemas de gestão de resíduos urbanos, com taxa de comparticipação de 100% até ao fim do ano. Ministra do Ambiente e Energia diz que "é um passo decisivo para acelerar a economia circular" no país.
15 Set 2025 - 16:05
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O Ministério do Ambiente e Energia (MAEn) divulgou um reforço de 30 milhões de euros para a instalação das linhas de triagem de embalagens, de centrais de compostagem, de sistemas de tratamento de águas e para a compra de viaturas elétricas. Designado a estimular a economia circular portuguesa e a caminhar para a neutralidade carbónica até 2050, o financiamento advém do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no quadro do regulamento europeu REPowerEU.
Através de uma taxa de comparticipação de 100%, o governo explica em comunicado que os projetos elegíveis devem ficar prontos até 31 de dezembro de 2025. As candidaturas vão abrir de 23 de setembro a 22 de outubro no portal do Fundo Ambiental.
O aviso serve para os sistemas de gestão de resíduos urbanos (SGRU), concessionados sob o Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU 2030): a Ambilital; a LIPOR; a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão; Resialentejo; e a EGF, através dos seus 11 sistemas associados (Algar, Amarsul, Ersuc, Resiestrela, Resulima, Suldouro, Valnor, Valorlis, Valorminho, Valorsul e Resinorte).
“Este investimento de 30 milhões de euros é um passo decisivo para acelerar a economia circular em Portugal, garantindo mais reciclagem, menos aterro e maior valorização dos recursos, em linha com as metas europeias e nacionais”, considera a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. Adiciona que o país “tem de transformar os resíduos em oportunidades, reduzindo a dependência de matérias-primas virgens, promovendo a inovação e criando valor económico e ambiental em todo o território”.
O PERSU 2023 estrutura como missões europeias reciclar pelo menos 55% dos resíduos urbanos até 2025, 60% até 2030 e 65% até 2035, enquanto se diminui a deposição em aterro para 10% em 2035.
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