Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

Maria da Graça Carvalho: “A redução de plásticos representa uma oportunidade económica para promover o uso eficiente de recursos”

Ministra do Ambiente e Energia anunciou que o Governo vai aprovar um novo Plano de Ação para a Economia Circular e lançar uma campanha nacional focada na redução e na reciclagem.

06 Out 2025 - 19:26

4 min leitura

Ministra do Ambiente e Energia, Plastics Summit - Global Event 2025

Ministra do Ambiente e Energia, Plastics Summit - Global Event 2025

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, reiterou que Portugal “está comproetido em construir uma economia verdadeiramente circular” e, para isso, “os plásticos devem fazer parte da solução, em vez de serem uma fonte de desafios no fim do seu ciclo de vida”. Alertou, ao encerrar o Plastics Summit – Global Event, que decorre nesta segunda-feira em Lisboa, que sem políticas mais robustas se prevê que a produção e utilização de plásticos aumentem 70% até 2040, sendo que apenas 6% terão origem em fontes recicladas.

A ministra mencionou que Portugal tem estado ativamente envolvido na obtenção do Tratado Global sobre os Plásticos em todos os fóruns internacionais, ao recordar que o país já é membro da High Ambition Coalition to End Plastic Pollution. “A reciclagem não é suficiente, é necessária uma ação mais sistémica para transformar a forma como produzimos e consumimos”, realçou.

No evento organizado pela  Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP), explicou também que, no que diz respeito à reciclagem, Portugal continuar a crescer, dos 32% em 2023, para 37% em 2024 e com vista a alcançar a meta europeia de 65% até 2035. Contudo, o mais recente Relatório Anual de Resíduos Urbanos refere que, em 2024, o país continuava a depositar 54% dos resíduos em aterro, sendo que o objetivo europeu até 2035 se encontra nos 10%.

Novo Plano de Ação para a Economia Circular

Além do já divulgado Plano TERRA, em breve, o Governo vai aprovar também um novo Plano de Ação para a Economia Circular, com a visão de “um modelo de desenvolvimento económico e social regenerativo, eficiente, produtivo e inclusivo”, anunciou Maria da Graça Carvalho.

“A política de resíduos só será bem-sucedida se conseguirmos envolver os cidadãos e mudar comportamentos”, sublinhou, ao divulgar ainda que, a 17 de outubro, o Ministério vai lançar uma campanha nacional focada na redução e na reciclagem, “procurando alcançar todos os cidadãos, dos mais jovens aos mais velhos”.

Terminou ao reforçar que, agora, “devemos usar o nosso conhecimento e engenho para desenvolver novas soluções”, através de plásticos sustentáveis ou de substitutos provenientes de outros recursos.

Indústria deixa alertas

No decorrer do dia de trabalhos, vários especialistas deixaram alertas para a necessidade de promover a circularidade dos materiais. Sob o tema “Manter o Looping: Melhorar a Circularidade”, a importância de aplicar incentivos económicos em toda a cadeia de valor foi apontada pela CEO da Sociedade Ponto Verde, Ana Trigo Morais, destacando também que é preciso travar a limitação a projetos-piloto.

No memso painel, o representante da Comissão Europeia no evento, Stefano Soro, esclareceu que “as taxas de circularidade na Europa estão a estagnar, as políticas não têm tidos os resultados que é suposto”. Reconheceu o papel do Passaporte Digital do Produto e do Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens. Mas, por sua vez, sublinhou que as empresas devem gerir a mudança de abastecimento, os consumidores devem informar-se e os promotores garantir a conformidade. “O que queremos fazer é colocar óleo e não areia na máquina, queremos evitar o desperdício, trazer a circularidade para o início do processo”, disse.

Num outro painel de discussão, sobre a resiliência e gestão integrada, a indústria dos plásticos pediu menos burocracia e mais financiamento. O antigo ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, defendeu três pontos chave para a resiliência desta indústria: políticas consistentes em torno das energias renováveis, de modo a atrair investidores; taxas ambientais inteligentes para reconhecer a transição; e igualar os requisitos de produtos importados aos europeus.

“Temos legislação obrigatória para resíduos alimentares, mas mais de um terço desses resíduos não são recolhidos separadamente”, alertou o presidente do consórcio Biorepack, Marco Versari.

 

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade