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Pedreiras de Alenquer acusadas de incumprir regras ambientais e espalhar poeiras
Alambi aponta falhas na instalação de filtros, rega de estradas e cumprimento dos planos de lavra e alerta para impactos junto de populações como Cheganças e Camarnal.
21 Set 2026 - 08:01
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A associação ambientalista Alambi, de Alenquer, alertou para o incumprimento dos planos ambientais das pedreiras existentes neste concelho do distrito de Lisboa, o que explica a propagação de poeiras junto de aglomerados populacionais.
“As entidades têm de ser mais exigentes no cumprimento dos estudos de impacto ambiental e dos planos de lavra”, afirmou o presidente da Alambi, Francisco Henriques, à agência Lusa.
O dirigente detalhou, na última sexta-feira, que há pedreiras a usar britadeiras sem campânulas ou filtros de mangas ou sem regarem as estradas e os seus circuitos internos, como estipulam as Declarações de Impacto Ambiental, desrespeitando o estudo de impacto ambiental e o plano de lavra.
Por esse motivo, a localidade de Cheganças é “afetada por imensas nuvens de pó”, que “por vezes se estendem até ao Camarnal”.
“Na realidade do dia-a-dia, apenas o extracionismo importa”, sublinhou a Alambi.
O corte de uma estrada municipal, entre as localidades de Carapinha e Ota, desde 2018, logo após o acidente mortal de Borba, é, segundo a Alambi, a prova de que os planos de lavra não são respeitados “e a extração de pedra se aproxima das estradas, ao ponto de obrigar ao seu encerramento para que não ocorram mais acidentes como o de Borba”.
Segundo a Alambi, existem no concelho de Alenquer quatro a cinco pedreiras de maior dimensão, a ocupar uma área de extração de cerca de 300 hectares.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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