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Plastics Summit alerta para necessidade de escalar a circularidade
Encontrar formas de financiamento para cumprir as metas da futura Lei da Economia Circular e aumentar a reciclagem orgânica estiveram em destaque no evento da APIP. E um novo alerta foi dado: as taxas de circularidade na Europa estão a estagnar.
06 Out 2025 - 18:00
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Plastics Summit - Global Event 2025
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Plastics Summit - Global Event 2025
Escalar a circularidade, encontrar mecanismos de financiamento para cumprir as metas da futura Lei da Economia Circular – com adoção prevista para 2026 – e aumentar a atenção para a reciclagem de resíduos orgânicos estiveram no centro da discussão no terceiro painel da Plastics Summit – Global Event, organizada pela Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP).
Sob o tema “Manter o Looping: Melhorar a Circularidade”, a importância de aplicar incentivos económicos em toda a cadeia de valor foi apontada pela CEO da Sociedade Ponto Verde, Ana Trigo Morais, destacando também que é preciso travar a limitação a projetos-piloto. No mesmo sentido, a representar a prestadora de serviços EY, Alicia Rubi, apresentou dois mecanismos de financiamento: acordos de pré-compra para apoiar projetos iniciais e permitir que cresçam; e um investimento misto, público e privado, em que o setor público pode “ser paciente e aguardar o resultado”, enquanto ao privado é exigido que cumpra as metas estabelecidas.
“Temos legislação obrigatória para resíduos alimentares, mas mais de um terço desses resíduos não são recolhidos separadamente”, alertou o presidente do consórcio Biorepack, Marco Versari. Como prova disso, assinalou a falta de um caixote para lixos orgânicos no evento desta segunda-feira. Pela razão de a reciclagem orgânica não ser uma prioridade, explicou que, consequentemente, se está a perder a oportunidade de colher fertilizantes e introduzi-los nos solos.
O representante da Comissão Europeia no evento, Stefano Soro, esclareceu que “as taxas de circularidade na Europa estão a estagnar, as políticas não têm tidos os resultados que é suposto”. Reconheceu o papel do Passaporte Digital do Produto e do Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens. Mas, por sua vez, sublinhou que as empresas devem gerir a mudança de abastecimento, os consumidores devem informar-se e os promotores garantir a conformidade. “O que queremos fazer é colocar óleo e não areia na máquina, queremos evitar o desperdício, trazer a circularidade para o início do processo”, disse.
Contudo, “as empresas não conseguem fazê-lo [a transição verde] sozinhas, é necessário criar um equilíbrio”, explicou a presidente da BCSD Portugal, Rita Nabeiro. Em simultâneo, o diretor executivo da Zero Waste Europa, Joan Marc Simon, descreveu que a economia circular global “está a desindustrializar a economia da União Europeia”, logo “precisamos de alterar as definições comerciais”. Adicionou que a circularidade deve ser “mais fácil e mais barata”.
Falou-se ainda do papel “marginal” da reciclagem química dentro de um cenário “macro”, como caracterizou a analista sénior da ICIS. No entanto, Carolina Holland acredita que pode mesmo vir a ser uma das grandes ‘players’, com a probabilidade de alguns projetos deste âmbito a surgirem já em 20230.
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