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Projeto de mulheres com negócios sustentáveis já chega a 28 áreas protegidas

Rede “Guardiãs da Natureza” reforça presença no Parque Natural do Alvão e promove empreendedorismo feminino para preservar o território. O objetivo é alcançar entre 12 a 15 guardiãs em cada um dos territórios.

03 Mar 2026 - 09:09

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

O Parque Natural do Alvão (PNA) quer atrair “guardiãs da natureza”, mulheres que ali queiram criar negócios e atividades sustentáveis, no âmbito de uma rede nacional que já abrange 28 áreas protegidas. O projeto que visa a capacitação de mulheres foi apresentado nesta segunda-feira no Centro Interpretativo das Fisgas de Ermelo, em Mondim de Basto.

Tânia Araújo, diretora operacional da associação Business as Nature, disse que a rede chegou a 15 áreas protegidas, numas primeira e segunda fases, e que, agora, numa terceira fase se está a estender a mais 13, onde se inclui o PNA, que abrange área dos concelhos de Mondim de Basto e de Vila Real.

A responsável disse que, nas primeiras 15 áreas protegidas onde a “rede está a funcionar em pleno”, se inscreveram cerca de 400 mulheres, das quais à volta de 250 estão ativas.

O objetivo é, em cada um dos territórios, alcançar uma média de “12 a 15 guardiãs”. A iniciativa foi lançada em 2023. “Aqui no Alvão, como nas outras áreas protegidas desta terceira etapa, estamos agora a identificar as guardiãs, portanto ainda não temos os grupos constituídos”, referiu.

O projeto aposta no empreendedorismo feminino e incentiva à criação do próprio emprego, estando aberto à participação de agricultoras ou pastoras, mas também de investigadoras. “São mulheres que, no fundo, já têm este propósito de transformar o território, de serem agentes de mudança para um território mais sustentável, a fazer coisas muito diferentes, desde a agroecologia, educação ambiental, turismo sustentável, produção dos produtos locais, ou podem ser pastoras, queijeiras, portanto, há aqui um conjunto bastante diverso de atividades”, afirmou Tânia Araújo.

A responsável acrescentou que são, “no fundo, mulheres que querem desenvolver iniciativas que contribuam para preservar o património natural e cultural, para tornar o território mais sustentável e promover uma economia diferente, também mais sustentável e também de baixo carbono”.

“Temos aqui mulheres que precisam de algum apoio para desenvolver outros projetos e mulheres que já têm projetos consolidados e que querem criar rede e ajudar as outras mulheres que ainda vão começar”, referiu, acrescentando que o projeto ajuda a desenvolver e a implementar o negócio ou a atividade.

As “guardiãs” são, frisou, “mulheres que querem transformar o território para melhor” e este programa de empreendedorismo é “sensível às necessidades das mulheres para também lhes dar este apoio diferenciado para terem as mesmas oportunidades que os homens”.

Depois da identificação das participantes, a próxima fase é a formação e capacitação das inscritas. “Com este projeto pretendemos capacitar e empoderar as mulheres, o papel que elas têm enquanto promotoras também desta mesma biodiversidade e, acima de tudo, fazê-lo numa rede que se estende não só à participação das Guardiães da Natureza mas também a todas as entidades que têm um papel importante na preservação do parque”, afirmou o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Bruno Ferreira.

A componente de empreendedorismo do projeto, para o autarca, pode contribuir para a fixação de pessoas no PNA. A rede é financiada pelo Fundo Ambiental/Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, no âmbito do Plano de Ação do Movimento das Mulheres pelo Clima.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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