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Água que Une já conta 1.000 milhões de euros em obras concluídas ou em vias de execução

Ministra do Ambiente diz que estratégia "é já uma realidade no terreno, com impactos na melhoria da gestão sustentável do recurso, mas também […] em diferentes setores de atividade, entre os quais o agrícola”.

09 Mar 2026 - 17:22

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Maria da Graça Carvalho, ministra do ambiente | Foto: LinkedIn

Maria da Graça Carvalho, ministra do ambiente | Foto: LinkedIn

“Estamos agora a assinalar um ano desde a aprovação da Estratégia Nacional Água que Une, que não é uma manifestação de intenções”, assinalou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, adiantando que “as obras já concluídas ou em vias de conclusão” representam 1.000 milhões de euros.

A ministra falava, em Lisboa, numa iniciativa organizada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) para assinalar o primeiro ano da estratégia em causa. A confederação já anunciou que em 9 de março de 2027 vai realizar um novo evento para continuar a acompanhar a execução da Água que Une.

Na sua intervenção, a governante lembrou que a estratégia está assente em três grandes eixos – Eficiência, Resiliência e Inteligência, e que tem como fio condutor o uso racional da agua.

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Maria da Graça Carvalho assinalou que esta estratégia é já “uma realidade no terreno”, com impacto na melhoria da gestão sustentável e na qualidade de vida das pessoas. Contudo, sublinhou ser objetivo do Governo “avançar mais rapidamente e de forma mais coordenada”, apesar de garantir estar satisfeita com o que está “a ser feito e cumprido”.

A titular da pasta do Ambiente e da Energia precisou que o Algarve é a região que tem mais necessidade no ponto de vista da resiliência hídrica, seguindo-se o Alentejo. Maria da Graça Carvalho destacou o contributo da agricultura para a poupança de água, que representa 30% só no Algarve. Por outro lado, assinalou progressos ao nível do armazenamento, por exemplo, com as obras para o aumento do volume morto de Odelouca.

Já no que se refere ao Alentejo, evidenciou projetos como o sistema de abastecimento de Santa Clara, que contou com 56 milhões de euros de investimento. Neste projeto inclui-se a ETA de São Teotónio, cuja obra já foi lançada, e a captação e a conduta de Santa Clara para Odemira.

A ministra disse ainda que a Barragem do Pisão é de “enorme importância” para a região do Alentejo e que foi assegurada graças à reprogramação do programa Sustentável 2030.

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No resto do país avançam projetos como a nova barragem de Fragilde (região Centro), em Empreendimento de Fins Múltiplos de Girabolhos e a barragem do Alvito. “A Estratégia Água que Une é já uma realidade no terreno, com impactos na melhoria da gestão sustentável do recurso, mas também […] em diferentes setores de atividade, entre os quais o agrícola”, insistiu.

Na mesma sessão, o presidente da Águas de Portugal, António Carmona Rodrigues, defendeu que não é por ter chovido muito nos últimos dias, que as secas devem ser esquecidas. “Estamos a viver um período de cheias e devemos pensar nas secas porque elas vêm aí. Pode ser para o ano ou daqui a dois anos, mas, ciclicamente, virão com mais intensidade e frequência”, avisou.

Em particular no que diz respeito à estratégia, Carmona Rodrigues disse “não estar pessimista”, mas precisou que o otimismo também se faz “com muita perseverança e com a ajuda de todos”. Entre os principais desafios apontou a finalização do modelo económico e financeiro da empresa AdP Áqua, criada para gerir o financiamento da “Água que Une”, e os procedimentos e burocracias, que devem ser aligeirados “na medida do possível”.

A estratégia “Água que Une” conta com quase 300 medidas para a gestão eficiente dos recursos hídricos, algumas das quais a implementar até 2050, como a construção de novas barragens, a redução de perdas nos diferentes sistemas e a interligação de bacias hidrográficas.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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