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Águas do Alentejo investe 1,8 ME em produção fotovoltaica
Investimento prevê a construção de 15 unidades de produção de energia elétrica de fonte fotovoltaica para autoconsumo.
11 Jun 2026 - 18:01
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A empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA), sediada em Beja, vai investir quase 1,8 milhões de euros na construção de 15 unidades de produção de energia elétrica de fonte fotovoltaica, para autoconsumo, foi anunciado nesta quinta-feira.
Num comunicado enviado à agência Lusa, a empresa explicou que o investimento permitirá, “de forma gradual, reduzir a dependência da rede elétrica, os custos e o impacto ambiental”.
Para concretizar as 15 unidades de produção de energia elétrica de fonte fotovoltaica destinadas ao autoconsumo, a AgdA lançou, no dia 03 deste mês, o concurso público para a conceção-construção destas infraestruturas, “com um preço base de cerca de 1,76 milhões de euros” e um prazo de execução de 40 meses.
As novas unidades serão instaladas nas estações de tratamento de água (ETA) de Alvito e do Roxo (concelho de Aljustrel), nas estações de tratamento de águas residuais (ETAR) de Almodôvar, Beja, Serpa, Vidigueira e Vila Nova de Milfontes, e nas estações elevatórias de Corte Vicente Anes (Aljustrel), Cerro Ruivo (Castro Verde), Fonte da Telha (Moura), todas no distrito de Beja.
Estão igualmente previstas unidades nas ETAR de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, de Grândola e Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, assim como nas estações elevatórias de Ameira 1 e 2, ambas no concelho de Alcácer do Sal.
De acordo com a empresa, “cerca de 80% da energia” produzida anualmente pelas novas unidades para autoconsumo poderá “ser utilizada internamente nas infraestruturas de abastecimento de água e saneamento de águas residuais”.
A AgdA frisou ainda que continua a investir “na produção de energia limpa”, devidamente enquadrada nos seus planos de eficiência energética e de descarbonização, em que “o aumento da produção de energia renovável constitui um dos principais vetores para a redução das emissões de gases com efeito de estufa”.
O objetivo é “atingir a autossuficiência energética até 2030, assegurando que a energia consumida nas suas operações é totalmente proveniente de fontes renováveis”, lê-se no comunicado.
A AgdA foi constituída em 25 de setembro de 2009, tendo por acionistas o grupo Águas de Portugal e a Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública do Alentejo, constituída por 20 câmaras municipais dos distritos de Beja, Évora e Setúbal.
A empresa gere o Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo, criado em 2009, numa parceria entre o Estado e as autarquias.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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