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ANAREC critica Programa E-LAR e alerta para riscos de um modelo energético excessivamente elétrico

Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis defende papel estratégico do gás engarrafado na segurança energética nacional e apela à reavaliação das verbas públicas.

02 Fev 2026 - 15:30

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) critica o atual enquadramento do Programa E-LAR, alertando para os riscos de uma aposta excessiva num modelo energético predominantemente elétrico, num contexto de crescente vulnerabilidade do sistema elétrico nacional.

Num comunicado divulgado nesta segunda-feira, a direção da associação sublinha que o gás engarrafado continua a desempenhar um papel essencial na segurança energética, garantindo autonomia de abastecimento, redundância operacional e continuidade de serviço, sobretudo em situações de falha elétrica, apagões ou eventos extremos.

“O Programa E-LAR, tal como atualmente concebido, tem vindo a desvalorizar uma fonte energética essencial, resiliente e complementar, num momento em que o sistema elétrico nacional evidencia vulnerabilidades crescentes. A aposta exclusiva ou predominantemente assente num modelo 100% elétrico traduz-se num risco estrutural elevado, ao criar uma dependência excessiva de uma única infraestrutura e ao reduzir a capacidade de resposta em cenários de falhas, apagões ou eventos extremos”, pode ler-se na nota divulgada.

A ANAREC acrescenta que o gás engarrafado “desempenha um papel crítico na segurança energética nacional, assegurando autonomia de abastecimento, redundância operacional e continuidade de serviço a populações, empresas e serviços essenciais, particularmente em contextos de emergência ou disrupção energética”.

A associação recorda ainda que, em situações de quebra do fornecimento elétrico, a manutenção de serviços essenciais depende frequentemente da existência imediata de fontes energéticas alternativas e de sistemas de contingência, como geradores. Neste âmbito, continua, “os agentes económicos e operadores críticos têm, historicamente, assegurado de forma responsável a existência de reservas e o abastecimento de combustíveis líquidos (designadamente gasóleo) para alimentação desses geradores — solução indispensável para manter em funcionamento infraestruturas vitais e serviços de resposta, quando a rede elétrica falha”. Na perspetiva desta associação, esta realidade evidencia “a importância de políticas públicas que não fragilizem a redundância energética do país e que preservem um mix energético equilibrado, capaz de responder a diferentes cenários de risco”.

Nesse sentido, a associação recomenda que as verbas atualmente afetas ao Programa E-LAR sejam reavaliadas e, se necessário, reorientadas, de forma a apoiar empresas e consumidores afetados por prejuízos e danos verificados em zonas particularmente impactadas, sem comprometer o equilíbrio do sistema energético nacional. “A diversidade energética não é uma opção ideológica, mas uma necessidade estratégica”, sublinha a ANAREC.

 

 

 

 

 

 

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