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Elétrica moçambicana com prejuízos de 4,15 ME devido a cheias
As infraestruturas mais afetadas são linhas de transportes e postes de transformação que ficaram inundados, além de equipamento que se estragou em edifícios alagados.
03 Fev 2026 - 09:34
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A Eletricidade de Moçambique (EDM) registou um prejuízo de 313 milhões de meticais (cerca de 4,15 milhões de euros) devido às cheias no sul do país, com pelo menos 110 mil clientes afetados, disse o diretor de distribuição.
“Neste momento, dos levantamentos existentes, entre edifícios estragados, rede que foi arrastada, estimamos em cerca de 313 milhões de meticais”, disse à Lusa, Luís Amado, diretor de distribuição da EDM, acrescentando que as infraestruturas mais afetadas são linhas de transportes e postes de transformação que ficaram inundados, além do equipamento que se estragou nos edifícios alagados.
Segundo o responsável, os locais mais afetadas são os distritos de Chókwe e Xai-Xai, na província de Gaza, bem como os distritos de Boane, Moamba e alguns bairros nos arredores das cidades da Matola e Maputo.
“Atingimos um pico de cerca de 110 mil clientes [afetados], mas o número foi diminuindo e no Chókwe já começamos a retomar boa parte da carga e já reduzimos cerca de 28.500 clientes”, disse Amado, acrescentando que a redução ocorreu em Magude e Xinavane, em Gaza, e Maputo e Matola.
O diretor de distribuição na EDM explicou que atualmente a empresa está condicionada na reposição das linhas, devido ao difícil acesso às zonas afetadas, sendo que no distrito de Chókwe já decorreram os trabalhos, mas a cidade de Xai-Xai continua com o acesso limitado.
O número de afetados pelas cheias de janeiro em Moçambique subiu na sexta-feira para 723.289, com 22 mortos, de acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Segundo informação da base de dados do INGD, desde 07 de janeiro, foram registados ainda 45 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias, 3.541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.
O registo do INGD aponta ainda para 451.571 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.765 dados como perdidos, atingindo a atividade de 332.863 agricultores, além da morte de 430.972 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já enviaram ajuda humanitária de emergência.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 146 mortos, além de 148 feridos e de 844.295 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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