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Eletricidade é uma das áreas com menos pedidos de patente em Portugal
Apesar do crescimento global dos pedidos, as tecnologias elétricas continuam entre as áreas com menor representação na inovação nacional, segundo o INPI.
17 Jul 2026 - 16:20
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O relatório anual de estatísticas de propriedade industrial de 2025 do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) revela que a secção “Eletricidade” da Classificação Internacional de Patentes (CIP) foi uma das que registou menor volume de pedidos de invenção durante o ano, representando apenas 7,3% do total de pedidos classificados.
Esta secção da CIP abrange, de forma ampla, tecnologias ligadas à eletricidade, incluindo geração e distribuição de energia elétrica, componentes elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
De acordo com o INPI, a secção “Eletricidade” integra o grupo das áreas menos representadas nos pedidos submetidos em 2025, juntamente com “Técnicas Industriais Diversas / Transportes” (11,1%), “Construções Fixas” (8,4%), “Engenharia Mecânica / Iluminação / Aquecimento / Armamento / Demolição” (7,0%) e “Têxteis / Papel” (0,3%) — esta última destacando-se como a secção com menor expressão de todas.
Em contraste, as secções que concentraram o maior número de pedidos foram “Necessidades da Vida” (30,3%), “Física” (18,1%) e “Química / Metalurgia” (17,4%).
O número de pedidos de direitos de propriedade industrial aumentou em 2025. Os dados do Relatório Anual de Estatísticas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), recentemente divulgado, mostram uma subida dos pedidos de patentes de invenção, das patentes europeias de origem portuguesa, bem como do registo de marcas.
Ao longo de 2025, foram apresentados 1.170 pedidos nacionais de patentes de invenção, mais 22,9% do que no ano anterior (952) e o valor mais elevado da última década. A Universidade de Coimbra foi a entidade que apresentou mais pedidos de patentes nacionais. O relatório mostra ainda que 34% dos pedidos incluem mulheres inventoras. A região Norte lidera o número de pedidos nacionais (37%), seguida da Grande Lisboa (26%) e da região Centro (22%).
Destaca-se igualmente o crescimento dos pedidos de patente europeia com origem portuguesa, que aumentaram 6,1%, atingindo 368 pedidos com origem em Portugal (versus 347 em 2024), dos quais 122 já recorrem ao sistema de patente europeia com efeito unitário, mais 18,4% do que em 2024. O pedido de patente europeia com efeito unitário significa que a invenção fica protegida em 18 Estados-Membros (EM) da União Europeia e, através de um processo simplificado e centralizado.
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