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Ember pede metas mais ambiciosas de eletrificação no plano da Comissão Europeia

A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira o Plano de Ação para a Eletrificação. Para a Ember, a concretização deste plano é “o mínimo necessário para desbloquear um futuro mais competitivo para a Europa, alimentado por energia limpa".

17 Jul 2026 - 15:19

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Foto: Adobe Stock/elxeneize

Foto: Adobe Stock/elxeneize

A Comissão Europeia apresentou na manhã desta quarta-feira o Plano de Ação para a Eletrificação. Ainda antes da publicação do documento, a Ember defendeu que Bruxelas deve estabelecer metas mais ambiciosas para reduzir a dependência energética da União Europeia (UE) e reforçar a competitividade da indústria. 

Assim, a Ember alerta que a volatilidade dos combustíveis fósseis continua a expor a dependência energética da UE. Segundo uma análise da organização, nos primeiros 100 dias da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, a subida dos preços dos combustíveis fósseis representou um custo adicional de cerca de 37 mil milhões de euros para a Europa. 

“O nível de eletrificação da União Europeia está estagnado há mais de uma década, pelo que é essencial definir uma meta verdadeiramente ambiciosa para colocar a Europa num caminho de maior soberania energética”, afirma Chris Rosslowe, analista sénior de Energia da Ember.

Chris Rosslowe sublinha ainda que “o plano de ação da Comissão foca nas questões certas, em particular a redução da elevada carga fiscal sobre a eletricidade e a garantia de que a nova procura de eletricidade é flexível”. 

Para a Ember, a concretização deste plano é “o mínimo necessário para desbloquear um futuro mais competitivo para a Europa, alimentado por energia limpa produzida internamente”, acrescenta o analista, em comunicado. 

A Ember identifica três áreas que considera “determinantes para acelerar a eletrificação na União Europeia”. Uma destas áreas é o reforço da indústria europeia de tecnologias limpas, que, segundo a organização, já dispõe de capacidade para produzir o dobro das turbinas eólicas e dos veículos elétricos, bem como três vezes mais bombas de calor do que aquelas que são atualmente instaladas todos os anos na Europa.

A organização defende também uma revisão da fiscalidade da eletricidade, por acreditar que a redução da carga fiscal poderá aproximar o preço da eletricidade do preço do gás e incentivar a adoção de soluções como as bombas de calor. 

Segundo a Ember, os países onde a diferença de preços entre eletricidade e gás é mais favorável registam vendas de bombas de calor três vezes superiores às dos restantes Estados-Membros.

Outra das prioridades apontadas pelo think tank passa pelo reforço da flexibilidade da procura através da generalização dos contadores inteligentes, que permitam aos consumidores deslocar o consumo para as horas em que a eletricidade é mais barata. 

Apesar de pelo menos metade dos agregados familiares já dispor destes equipamentos em 16 países da União Europeia, persistem diferenças significativas entre Estados-Membros. Enquanto Itália, França e Espanha apresentam taxas de instalação superiores a 90%, na Alemanha a cobertura continua abaixo dos 5%.

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