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Airbus vai desenvolver sistema de propulsão elétrica a hidrogénio que pode transformar a aviação

Parceria com a MTU Aero Engines aposta numa tecnologia que converte hidrogénio em eletricidade para alimentar motores elétricos e reduzir as emissões da aviação. Empresas querem que projeto traga liderança tecnológica à Europa.

12 Jul 2026 - 15:41

2 min leitura

Imagem: Airbus

Imagem: Airbus

A Airbus e a MTU Aero Engines vão desenvolver uma nova tecnologia de propulsão para aviões que usa hidrogénio para produzir eletricidade e alimentar motores elétricos. A parceria pretende criar uma alternativa aos sistemas tradicionais de combustão, reduzindo as emissões da aviação e aproximando o setor do objetivo de voos com menor impacto ambiental.

Este próximo marco surge na sequência do Memorando de Entendimento assinado pelas duas empresas em junho de 2025.

Em comunicado, a Airbus explica que, ao estabelecer uma estrutura organizacional dedicada e ágil, os parceiros pretendem acelerar o desenvolvimento tecnológico, a conceção, os testes e a certificação de um sistema de propulsão revolucionário para a aviação, baseado numa célula de combustível de hidrogénio.

“A nossa joint venture planeada é o próximo passo lógico na nossa visão conjunta de um conceito de propulsão para a aviação baseado no hidrogénio”, afirma Bruno Fichefeux, diretor de Programas Futuros da Airbus. “Ao reunir as nossas respetivas tecnologias e conhecimentos numa entidade dedicada, estamos a criar uma referência europeia capaz de transformar investigação avançada em sistemas de propulsão elétrica industrializados e certificáveis. Esta nova empresa ajudará a garantir a soberania estratégica nas tecnologias de aviação da próxima geração”, acrescenta.

Por sua vez, Stefan Weber, vice-presidente Sénior de Engenharia e Tecnologia da MTU Aero Engines, sublinha que “o nosso objetivo ambicioso é abrir caminho para um sistema de propulsão desenvolvido de raiz, seguro, fiável e económico, que contribua para uma aviação neutra em carbono”. Na sua perspetiva, este projeto “representa um marco fundamental no nosso caminho rumo ao primeiro motor movido a hidrogénio – e constitui uma verdadeira liderança tecnológica europeia”.

 

 

 

 

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