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T&E e empresas de aviação enviam carta à CE a pedir aposta em aviões de zero emissões

Na carta enviada à CE, as empresas sugerem a reserva de uma parte dos fundos europeus de investigação para novos fabricantes e empresas inovadoras na área da aviação sustentável. Além disso, defendem mecanismos semelhantes aos transição rodoviária.

12 Jun 2026 - 18:01

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Foto: Unsplash

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Transport & Environment (T&E), em conjunto com empresas do setor da aviação dedicadas à transição verde, endereçou nesta quinta-feira uma carta à Comissão Europeia (CE), para pedir a inclusão de medidas de apoio aos aviões de emissões zero e híbridos na futura Estratégia para a Aviação da União Europeia.

Nesta carta, as empresas defendem a criação de uma estratégia integrada que considere todas as fases de desenvolvimento destas tecnologias, desde a investigação e desenvolvimento até à industrialização e posteriormente, à entrada no mercado.

Segundo os signatários, graças à maior eficiência e à utilização de eletricidade renovável e hidrogénio verde produzidos na Europa, as aeronaves de emissões zero “constituem uma ferramenta para reforçar a independência energética” da União Europeia.

Entre as medidas propostas está a reserva de uma parte dos fundos europeus de investigação para novos fabricantes e empresas inovadoras que apostam em tecnologias de propulsão disruptivas.

A carta destaca ainda a necessidade da União Europeia reforçar os mecanismos de apoio financeiro para a industrialização destes aviões, através de instrumentos capazes de mobilizar investimento privado. Segundo a coligação, este apoio deverá abranger tanto os fabricantes de aeronaves, como os fornecedores europeus de componentes e sistemas.

No que diz respeito ao setor elétrico, um dos principais pedidos da carta está relacionado com a  preparação dos aeroportos para a chegada dos novos modelos verdes. Assim, defendem que os estados-membros deverão identificar nos seus planos nacionais os aeroportos com capacidade para receber aviões elétricos, de forma a permitir a antecipação de investimentos na capacidade elétrica, infraestruturas de carregamento e futuras instalações de abastecimento de hidrogénio.

Para o grupo, “a UE deve ir além do financiamento e utilizar a legislação da aviação para impulsionar a adoção de aeronaves de emissões zero e híbridas”. Neste sentido, propõem ainda alterações à legislação europeia para favorecer a adoção de aviões elétricos, tal como dar-lhes prioridade na atribuição de slots aeroportuários, modulação ambiental das taxas aeroportuárias e das taxas de navegação aérea.

Outra das propostas está relacionada com a criação de um mecanismo de apoio para compensar os custos operacionais mais elevados que os aviões de emissões zero e híbridos poderão enfrentar nos primeiros anos de operação comercial. Segundo os autores da carta, este instrumento deverá seguir uma lógica semelhante à dos incentivos que impulsionaram os veículos rodoviários elétricos.  

A carta defende ainda uma aplicação mais rigorosa do princípio do “poluidor-pagador” na aviação, uma vez que o combustível fóssil utilizado pelo setor continua a beneficiar de uma vantagem económica que “não reflete o seu impacto climático”, o que acaba por dificultar a competitividade das alternativas de baixo carbono.

Segundo a carta, as recomendações propostas são essenciais a um “ecossistema favorável para que o futuro da aviação verde seja desenvolvido e produzido na Europa.”

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