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Comboios de Moçambique transportaram mais de 5 milhões de passageiros em 2025
Em 2025, os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) transportaram menos passageiros do que no ano anterior, resultado que a empresa associa às paralisações de comboios de passageiros devido a cheias nos corredores sul e centro.
27 Jul 2026 - 13:35
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Foto: Magnific
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Os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) transportaram quase 5,6 milhões de passageiros em 2025, menos 18% que no ano anterior, mas aumentaram em 8% o volume de mercadorias movimentadas na rede ferroviária.
Segundo o relatório e contas de 2025, a que a Lusa teve acesso nesta segunda-feira, os CFM transportaram 5.598.812 passageiros, face aos 6.623.865 no período homólogo, resultado que a empresa associa às paralisações de comboios de passageiros devido a cheias nos corredores sul e centro.
Apesar da quebra no transporte de passageiros, a atividade ferroviária de mercadorias manteve uma trajetória de crescimento. No sistema ferroviário global foram transportadas 29,61 milhões de toneladas, mais 8% do que em 2024, embora abaixo das metas inicialmente definidas pela empresa.
Nas linhas exploradas diretamente pelos CFM, o volume atingiu 14,32 milhões de toneladas, correspondendo a um crescimento anual de 11%.
A empresa pública continua a explorar diretamente as linhas ferroviárias de Ressano Garcia, Limpopo e Goba, na região sul, bem como o sistema ferroviário da Beira, que integra as linhas de Sena, Machipanda e o ramal de Marromeu.
Os CFM operam igualmente as oficinas ferroviárias das regiões sul e centro, além de diversos terminais portuários e infraestruturas não concessionadas ao setor privado.
Na atividade portuária global, os terminais ligados ao sistema CFM movimentaram 68,87 milhões de toneladas métricas de carga em 2025, mais 4% face ao ano anterior.
Por outro lado, nos terminais sob gestão direta dos CFM o movimento caiu 14%, para 13,24 milhões de toneladas.
O relatório refere que a atividade operacional enfrentou dificuldades provocadas pelas convulsões pós-eleitorais, escassez de divisas e 104 descarrilamentos registados durante o ano.
Até dezembro, os CFM empregavam 5.372 trabalhadores, tendo registado a saída de 88 funcionários por reforma e promovido ações de formação para 1.548 colaboradores.
Os CFM são uma empresa pública detida integralmente pelo Estado moçambicano e responsável pela gestão de parte significativa das infraestruturas ferroviárias e portuárias do país.
A empresa opera num modelo que combina gestão direta e concessões atribuídas a operadores privados em vários sistemas ferroportuários, incluindo os corredores de Maputo, Beira e Nacala, mantendo ainda participações em diversas sociedades ligadas à atividade logística e portuária.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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