4 min leitura
Arranca no Tejo a “maior operação de barcos elétricos do mundo”
No evento de apresentação dos 10 navios elétricos, Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, afirmou que a nova frota é mais uma passo para “fazer do Tejo uma autoestrada amiga do ambiente”. A TTSL deverá apresentar proposta de renovação total da frota, ao Governo, até ao primeiro trimestre de 2027.
16 Set 2026 - 19:09
4 min leitura
Foto: TTSL
- Arranca no Tejo a “maior operação de barcos elétricos do mundo”
- Santarém recebe 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza
- Ministra do Ambiente e da Energia rejeita acabar com o sistema “Volta”
- UE aumenta licenças de carbono gratuitas para travar fuga de produção industrial
- Fundo Ambiental canaliza 3,8 ME para fomentar cogestão das áreas protegidas
- ADENE apresenta simulador de mobilidade elétrica para apoiar a transição para veículos limpos
Foto: TTSL
A maior operação de barcos elétricos do mundo arrancou, oficialmente, nesta quarta-feira, em Lisboa. No evento de apresentação dos 10 navios elétricos de TTSL – Transtejo Soflusa, Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e da Habitação, afirmou que a nova frota é mais uma passo para “fazer do Tejo uma autoestrada amiga do ambiente”.
À margem do Tejo, no Cais do Sodré, Miguel Pinto Luz sublinhou ainda que a Transtejo irá continuar a ser “central na estratégia de mobilidade do Tejo”. Além disso, o ministro saudou os seus antecedentes na pasta da mobilidade elétrica, por um objetivo comum a longo prazo, “com uma visão metropolitana de mobilidade”.
“Não temos de ter qualquer tipo de pejo em dizer que há projetos que começam antes de nós (…) não concordamos com tudo, tivemos que melhorar, tivemos que aprimorar. Este conselho de administração foi o responsável por garantir que hoje temos aqui os 10 navios a funcionar. (…) Mas aquilo que nos une é o longo prazo, é fazer do Tejo um espaço de comunhão”, afirmou o ministro.
Em causa está a circulação de 10 navios elétricos, numa frota sem comparação a nível mundial, segundo Rui Rei, presidente do Conselho de Administração da TTSL. Atualmente, além da frota elétrica hoje apresentada, a Transtejo conta ainda com 10 navios a combustão.
Ainda que o décimo barco elétrico já tivesse sido entregue À TTSL em outubro do ano passado, os 10 navios só estão a funcionar “plenamente” a partir de hoje, marcando assim o “arranque” da operação.
No mesmo evento, Miguel Pinto Luz referiu ainda que tem trabalhado com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, numa relação “simbiótica” de financiamento e investimento da mobilidade limpa e da eletrificação da economia nacional.
Como parte do seu discurso, o ministro deixou ainda o convite para que “mais e mais portugueses utilizem a Transtejo”, referindo que este hoje “é fiável, seguro, confortável e uma alternativa ao transporte individual e uma alternativa à Fertagus”.
Sobre a Fertagus, Pinto Luz garantiu ainda que o Governo tem vindo a trabalhar para que haja reforço de carruagens, no entanto, admite que o licenciamento da mesmas “demora tempo”. Assim, aponta a TTSL como uma forma de garantir o cumprimento de horários e a eliminação de supressões, de forma a colmatar o aumento da procura na ferrovia.
TTSL apresenta proposta de renovação total da frota até ao primeiro trimestre de 2027
Rui Rei, presidente do Conselho de Administração da TTSL, afirmou, em conversa com os jornalistas à margem do evento, que a Transtejo se comprometeu com o Estado e com a União Europeia a substituir metade dos navios a diesel por opções elétricas. Estes barcos são atualmente utilizados para fazer as ligações entre Cacilhas e o Cais do Sodré
No entanto, ainda que esteja a haver investimento neste sentido e que metade dos navios já tenham sido substituídos, Rui Rei clarifica que a frota não poderá ser substituída de forma imediata, sem garantias de que existe um plano alternativo.
“Temos vindo a fazer grandes investimentos para lá da frota elétrica, na frota a diesel, porque nós ainda precisamos de uma boa parte da frota a diesel para fazer outras operações, incluindo as novas operações de Algés e, eventualmente, do Parque das Nações”, explica.
“Não podemos ficar sem uma parte frota a diesel sem garantir que a prazo temos um plano para a substituir completamente”, acrescenta Rui Rei.
Aos jornalistas, Rui Rei divulgou ainda que a TTSL tem o compromisso de apresentar ao ministério das Infraestruturas uma proposta de renovação total da frota entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de 2027. Para já, a TTSL chegou à conclusão de que o investimento deverá ser feito em embarcações “ligeiramente mais pequenas e mais ágeis”, num futuro próximo.
- Arranca no Tejo a “maior operação de barcos elétricos do mundo”
- Santarém recebe 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza
- Ministra do Ambiente e da Energia rejeita acabar com o sistema “Volta”
- UE aumenta licenças de carbono gratuitas para travar fuga de produção industrial
- Fundo Ambiental canaliza 3,8 ME para fomentar cogestão das áreas protegidas
- ADENE apresenta simulador de mobilidade elétrica para apoiar a transição para veículos limpos