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Ministra do Ambiente e da Energia rejeita acabar com o sistema “Volta”
Maria da Graça Carvalho garante que o sistema de depósito e reembolso de embalagens está a funcionar e que os problemas identificados estão a ser resolvidos. E indica que a questão está sobretudo num problema geral de resíduos no país, que é preciso resolver, e não no novo sistema.
16 Set 2026 - 16:39
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Maria da Graça Carvalho, ministra do ambiente | Foto: LinkedIn
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Maria da Graça Carvalho, ministra do ambiente | Foto: LinkedIn
A ministra do Ambiente e da Energia rejeita acabar com o “Volta”, o sistema de depósito e reembolso de embalagens que arrancou no passado mês de abril e que tem gerado alguma contestação por parte da população e de alguns governantes.
Em resposta aos jornalistas em Estrasburgo, nesta quarta-feira, Maria da Graça Carvalho referiu que “não está na perspetiva” acabar com o sistema ‘Volta’, até porque “ele é obrigatório a nível europeu”, considerando que é “um instrumento muito importante para reutilizar o plástico”.
A reação surge depois de o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, ter pedido, nesta terça-feira, o cancelamento imediato do sistema, referindo que este está a “criar uma pressão enorme na higiene urbana”.
A ministra explicou que nos últimos anos, já no decorrer do Governo de Luís Montenegro, o país teve de pagar 600 milhões de euros multa à Comissão Europeia pelo plástico não reutilizado.
E reiterou que o sistema está a funcionar na medida em que estava prevista uma meta de 40% para o fim do ano e neste momento essa taxa de garrafas de plástico reembolsadas, retornadas ou reutilizadas já vai nos 44%, totalizando 304 milhões de embalagens.
A ministra referiu que falou com Carlos Moedas e assegurou que o sistema que já funciona há alguns anos noutros países – Portugal é o 19º a adotá-lo – também encontrou dificuldades iniciais, sobretudo em grandes aglomerados com problemas sociais. “Esses problemas extravasam muito o problema do retorno dos plásticos. Portanto, são mais estruturais do que este sistema. Este sistema vem tornar talvez mais visível os problemas que estão por detrás e que precisam de ser resolvidos”, referiu a ministra, acrescentando que “nas grandes cidades em Portugal e no país em geral há um problema de resíduos que é necessário, em conjunto, o governo, as autarquias e a população, atacar”. Na realidade, “o Volta vem ajudar na questão dos resíduos”.
Sobre soluções que estão a ser estudadas, Maria da Graça Carvalho referiu que outras cidades na Europa que tiveram o mesmo problema resolveram-no colocando estas embalagens num recipiente em separado. Desta forma, resolve-se a questão dos resíduos espalhados e que têm motivado críticas ao sistrema.
A ministra disse ainda que este “é um sistema que nos é imposto e estamos a aplicá-lo da melhor maneira possível”, considerando que “está a ser bem-sucedido”.
Entretanto, o Governo está a estudar como os países que aplicaram o sistema antes de Portugal resolveram estes problemas, particularmente a Dinamarca, para ver quais as melhores soluções a aplicar.
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