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Aliança europeia prevê 20 mil aviões ‘verdes’ na Europa até 2050
AZEA estima que os primeiros voos comerciais aconteçam num horizonte inferior a cinco anos, embora reconheça que a certificação de novas aeronaves exija entre oito e dez anos.
20 Abr 2026 - 18:10
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A Aliança para a Aviação com Emissões Zero (AZEA), que reúne mais de 200 empresas e organismos do setor aeronáutico, prevê que a Europa conte com 20.000 aviões elétricos, movidos a hidrogénio e híbridos até 2050.
A projeção foi divulgada nesta segunda-feira, num documento apresentado em Bruxelas. O texto elaborado pela plataforma aeronáutica europeia, impulsionada pela Comissão Europeia, prevê que mais de metade dos aviões que entrarem no mercado europeu nas próximas duas décadas funcionem com propulsão limpa, começando pelas aeronaves de pequeno porte.
A AZEA prevê que os primeiros voos comerciais aconteçam num horizonte inferior a cinco anos, embora reconheça que a certificação de novas aeronaves exija entre oito e dez anos. Entre os membros da AZEA contam-se fabricantes como a Airbus, a Rolls-Royce e a Safran, companhias aéreas como a EasyJet, a Air France-KLM e a TUI, gestoras de aeroportos como a Vinci Concessions (com concessões de aeroportos em Portugal), fornecedores de energia como a Engie e a Air Liquide, e organismos reguladores como a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e a Eurocontrol.
“Vamos reforçar a independência energética, melhorar a competitividade e preparar o nosso sistema de aviação face à incerteza global, questões de grande importância na atual situação geopolítica”, afirmou Raúl Medina, diretor-geral da Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea (Eurocontrol), organização pan-europeia de integração dos serviços de navegação aérea, durante a abertura do evento de apresentação.
O comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, associou o plano à soberania energética do continente. “Se apostarmos na energia elétrica ou no hidrogénio, não haverá dependência de Estados canais como a Rússia ou o Irão. Deixaremos de ser reféns de certas crises mundiais”, afirmou durante o discurso de abertura, alertando que a Europa dispõe apenas de seis semanas de reservas de combustível de aviação, segundo a Agência Internacional de Energia.
Kubilius, cuja pasta concentra pela primeira vez na Comissão Europeia a aeronáutica civil e a indústria de defesa, sublinhou que “os aviões elétricos vão representar uma revolução na logística militar”. O comissário lituano salientou que “os drones utilizados na Ucrânia já funcionam com baterias” e que “os sistemas elétricos são, por definição, silenciosos, menos fáceis de detetar e com menos emissões infravermelhas”.
O plano estima que, em 2050, a aviação verde exigirá 1,5 milhões de toneladas anuais de hidrogénio renovável e eletricidade equivalente a 4 % da produção atual da UE, implicando financiamento específico no próximo orçamento europeu para 2028-2034, ainda em negociação.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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