Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Europa quer liderar observação dos oceanos com a iniciativa OceanEye

Bruxelas quer integrar dados, tecnologia e parcerias internacionais para acelerar o conhecimento e proteção dos oceanos. Objetivo é garantir 35% do sistema mundial de observação oceânica até 2035.

03 Jun 2026 - 17:02

3 min leitura

Foto: Pexels

Foto: Pexels

A Comissão Europeia lançou nesta quarta-feira a iniciativa OceanEye para posicionar a União Europeia na liderança mundial da observação dos oceanos, com a meta de contribuir com 35% do sistema global até 2035 e captar 35% do mercado de tecnologias associadas. O plano inclui investimento em dados, inovação, inteligência artificial e cooperação internacional, com um financiamento inicial de 92 milhões de euros ao abrigo do programa Horizonte Europa.

A iniciativa assenta em quatro eixos principais, nomeadamente, melhoria da governação, parcerias internacionais, desenvolvimento de um Gémeo Digital Europeu do Oceano e reforço do envolvimento da sociedade e das competências.

No plano da governação, Bruxelas pretende reduzir a fragmentação atual e criar uma abordagem mais coordenada entre Estados-Membros, instituições científicas e indústria. Está também prevista a criação de um Sistema Digital Europeu do Oceano, que reunirá serviços como Copernicus Marine, EMODnet e WISE, funcionando como ponto único de acesso a dados marítimos.

A UE vai ainda avançar com uma Aliança Internacional para reforçar o Sistema Global de Observação dos Oceanos, sobretudo em regiões pouco monitorizadas como o Ártico, o hemisfério sul e zonas costeiras profundas.

Em termos de inovação, o projeto aposta no desenvolvimento do Gémeo Digital do Oceano, previsto para estar operacional até 2030, permitindo monitorização em tempo real e modelos preditivos para políticas públicas e indústria. Estão também previstos apoios ao desenvolvimento de sensores, sistemas autónomos e inteligência artificial.

“Com o OceanEye, a Europa irá liderar a corrida para compreender o nosso oceano, protegê-lo e explorar de forma sustentável o seu potencial. Trata-se de utilizar a ciência e uma boa governação para compreender o nosso oceano e assegurar o nosso futuro. Apelamos a todos os Estados-Membros e parceiros globais para que se juntem a nós no apoio ao Sistema Global de Observação dos Oceanos e tornem o OceanEye uma realidade”, sublinha Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

De salientar que Portugal vai avançar com a criação de um programa nacional de mapeamento e monitorização dos ecossistemas marinhos, com horizonte até 2035, para responder às lacunas de conhecimento sobre o estado do oceano e reforçar a gestão baseada em dados científicos.

A iniciativa, definida num despacho publicado nesta quarta-feira em Diário da República, aponta para a necessidade de integrar informação atualmente dispersa por várias instituições, melhorar a monitorização contínua dos habitats marinhos e apoiar o cumprimento das metas europeias de restauro da natureza.

A Comissão Europeia vai investir 92 milhões de euros no OceanEye através do programa Horizonte Europa, distribuídos por reforço da observação oceânica global (50 ME), sistemas de dados (12 ME) e apoio à inovação (30 ME).

O projeto depende ainda de contributos de Estados-Membros e parceiros internacionais para financiamento, infraestruturas, meios de observação e partilha de dados, com vista a assegurar a continuidade da observação dos oceanos a longo prazo.

 

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade