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Comissário da Defesa insta aviação comercial a avançar para eletrificação por razões ambientais e de segurança

Andrius Kubilius liga descarbonização do setor aéreo à autonomia estratégica e à capacidade de defesa da Europa.

20 Abr 2026 - 16:02

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Andrius Kubilius, comissário europeu da Defesa e do Espaço | Foto: DR

Andrius Kubilius, comissário europeu da Defesa e do Espaço | Foto: DR

O comissário europeu da Defesa e do Espaço, que detém também a tutela da aviação comercial, defendeu nesta segunda-feira que a transição da aviação para tecnologias limpas, como a eletricidade e o hidrogénio, é essencial não só para reduzir emissões de gases com efeito de estufa (GEE), mas também para reforçar a segurança e a autonomia estratégica da União Europeia.

Numa intervenção na Assembleia Geral da Aliança para a Aviação com Emissões Zero, em Bruxelas, Andrius Kubilius sublinhou a interdependência entre aviação civil e militar, argumentando que o setor é crítico para a defesa europeia. “Não podemos defender a Europa sem o setor da aviação”, afirmou.

O comissário destacou que a descarbonização pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, frequentemente associados a riscos geopolíticos. “Se avançarmos para a eletricidade ou o hidrogénio deixaremos de depender de Estados problemáticos como a Rússia ou o Irão. Deixaremos de estar reféns de crises súbitas no mundo”, proferiu.

Andrius Kubilius sublinhou que as forças aéreas da Dinamarca e do Reino Unido já estão a testar com sucesso pequenos aviões elétricos, que os drones utilizados na Ucrânia já funcionam a bateria e que já estão a ser desenvolvidos drones híbridos de maior alcance, capazes de alternar para energia elétrica.

O responsável europeu enfatizou ainda o papel da indústria civil de aviação como suporte da defesa, quer ao nível tecnológico quer industrial. “A ligação entre a aviação civil e militar é enorme, sistémica e histórica”, afirmou, acrescentando que o setor civil europeu constitui “um recurso para a defesa e um motor da competitividade”.

Além do impacto ambiental, apontou vantagens operacionais no domínio militar, nomeadamente ao nível da logística energética. “Sem comboios de combustível expostos a ataques e com energia gerada no terreno, garantimos uma independência tática total”, referiu.

A Comissão Europeia prevê apresentar ainda este ano uma estratégia para a aviação, com o objetivo de apoiar o setor, incluindo o acesso a matérias-primas críticas e o estímulo à inovação.

 

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