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CE lança pacote para reforçar soberania tecnológica e foco na transição energética
Inteligência artificial será usada para melhorar as previsões de produção renovável, otimizar a gestão das redes elétricas e aumentar a eficiência do sistema energético.
03 Jun 2026 - 15:16
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Foto: Magnific
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Foto: Magnific
A Comissão Europeia (CE) apresentou um novo pacote legislativo para reforçar a soberania tecnológica da União Europeia, reduzindo dependências externas em áreas estratégicas como semicondutores, inteligência artificial (IA), cloud e software de código aberto, ao mesmo tempo que procura acelerar a transição energética e reforçar a segurança do abastecimento elétrico.
O denominado Pacote Europeu de Soberania Tecnológica inclui duas propostas legislativas (Chips Act 2.0 e Cloud and AI Development Act), bem como a Estratégia para o Código Aberto e um Roteiro Estratégico para a Digitalização e Inteligência Artificial no Setor da Energia.
Entre os objetivos estão o reforço da produção europeia de semicondutores, a triplicação da capacidade de centros de dados nos próximos cinco a sete anos e a aceleração da adoção de IA e soluções digitais na economia e no setor energético.
“A Europa não pode dar-se ao luxo de depender de outros para as tecnologias que mantêm os nossos hospitais a funcionar, as nossas redes energéticas estáveis e os nossos serviços seguros”, afirma a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Recurso à IA no setor energético
No que respeita ao Roteiro Estratégico para a Digitalização e Inteligência Artificial no Setor da Energia, Bruxelas pretende acelerar a transição energética através do reforço da eficiência do sistema elétrico e da maior integração das energias renováveis. A CE defende que a IA permitirá melhorar as previsões de produção renovável, otimizar a gestão das redes elétricas e reduzir custos para consumidores e empresas.
O plano prevê ainda a integração sustentável dos centros de dados na rede elétrica, para garantir o seu funcionamento com recurso a energia limpa e promovendo o reaproveitamento do calor residual.
Em paralelo, Bruxelas quer acelerar a instalação de contadores inteligentes em toda a União Europeia, permitindo aos consumidores gerir melhor o seu consumo e beneficiar de preços mais baixos em determinados períodos, como já acontece em alguns países. Vai, para isso, apresentar uma proposta legislativa para acelerar a instalação de contadores inteligentes em toda a UE.
Outra preocupação tem a ver com a cibersegurança das renováveis, estando prevista uma avaliação de risco das instalações solares e eólicas na UE, incluindo riscos de cibersegurança.
“As infraestruturas digitais de produção solar e eólica estão a emergir como uma prioridade em matéria de cibersegurança, com riscos elevados que incluem a manipulação ou interrupção da produção de eletricidade, o acesso não autorizado a dados operacionais, a infiltração de fornecedores críticos e a possibilidade de provocar apagões remotos”, refere a CE numa comunicação divulgada nesta quarta-feira.
Outro objetivo é desenvolver modelos de IA específicos para o setor energético, treinados com dados europeus e desenvolvidos por empresas da UE, bem como facilitar a partilha transfronteiriça de dados energéticos para impulsionar serviços mais eficientes e aumentar a flexibilidade do sistema.
As propostas seguem agora para negociação no Parlamento Europeu e no Conselho da União Europeia.
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