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Nova tecnologia pode reduzir custo do hidrogénio ao aproveitar calor residual industrial
Catalisador desenvolvido pela Universidade de Birmingham permite produzir hidrogénio a temperaturas muito mais baixas e pode tornar a produção mais barata do que o hidrogénio verde e azul.
04 Jun 2026 - 15:09
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Imagem: Magnific
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Uma equipa da Universidade de Birmingham, Reino Unido, desenvolveu um novo catalisador à base de perovskite que pode reduzir de forma significativa o custo e a temperatura necessários para produzir hidrogénio, abrindo caminho a uma produção mais eficiente e potencialmente mais barata do combustível limpo. A fórmula permitirá potencialmente que fábricas, siderurgias, cimenteiras ou instalações de energia renovável convertam calor residual em hidrogénio.
Segundo a investigação, publicada no International Journal of Hydrogen Energy, o novo material permite a produção de hidrogénio entre 150 °C e 500 °C, muito abaixo dos 700 °C a 1000 °C exigidos pelos processos termoquímicos convencionais, e reduz também a temperatura de regeneração do sistema em cerca de 500 °C.
Segundo o investigator Yulong Ding, “a menor temperatura global do processo poderá permitir que o hidrogénio seja produzido perto de centrais de energia renovável, e setores industriais fundamentais como o aço, cimento, vidro e produtos químicos dispõem de uma abundância de calor residual, que pode ser aproveitado como fonte de calor para a produção de hidrogénio a baixa temperatura. Se o hidrogénio for utilizado localmente, isso ultrapassará os obstáculos associados ao armazenamento e transporte, permitindo a adoção do hidrogénio sem necessidade de infraestruturas dispendiosas”.
A análise económica preliminar dos investigadores sugere que a decomposição da água com o novo catalisador poderá produzir hidrogénio a um custo inferior ao do hidrogénio verde (produzido por eletrólise da água com recurso a energia renovável) e do hidrogénio azul (produzido a partir de metano com captura e armazenamento de carbono), sobretudo em regiões com eletricidade renovável mais barata.
O projeto, desenvolvido em colaboração com a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim, está agora a ser preparado para comercialização no Reino Unido e na Europa, com pedido de patente já submetido.
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