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Novo parque logístico em Grândola vai exigir certificação de construção sustentável para todos os edifícios
Painéis solares nas coberturas do edificado, uma ETAR própria e zonas verdes num terço do terreno entre as medidas ambientais do novo complexo que vai nascer na região.
08 Jul 2026 - 13:37
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Grândola Logistics Park Euro-Atlantic
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Grândola Logistics Park Euro-Atlantic
A sustentabilidade ambiental será uma das marcas do novo parque logístico de Grândola, que vai exigir certificação de construção sustentável para todos os edifícios previstos no complexo. Entre as medidas ambientais incluídas no projeto estão também a produção de energia renovável através de painéis solares, a gestão eficiente dos recursos hídricos com uma ETAR própria e a manutenção de 410 mil metros quadrados de áreas verdes, numa área total de 1,3 milhões de metros quadrados. Será também adotada uma abordagem baseada em dados relativamente ao consumo de energia, que permitirá otimizar continuamente as capacidades de produção, armazenamento e carregamento.
O Grândola Logistics Park Euro-Atlantic (GLPEA) representa um investimento estimado em 468 milhões de euros e pretende afirmar-se como uma referência de logística sustentável no corredor Lisboa-Sines, segundo adianta o seu promotor, Qantara Capital.
A localização do parque garante ligação direta ao IC1 e à Linha Ferroviária do Sul, situando-se a 8 km da autoestrada A2. Esta conectividade multimodal coloca o complexo a 50 km do Porto de Sines, a 64 km de Setúbal e a 100 km de Lisboa.
A infraestrutura irá disponibilizar uma área total de terreno de 1,3 milhões de metros quadrados, com 635.000 metros quadrados de construção e um terminal ferroviário de mercadorias com um parque de contentores de 23.000 metros quadrados.
“O GLPEA assume-se como uma plataforma estratégica de escala ibérica que responde de forma direta à escassez de grandes espaços logísticos em Portugal, um fator crítico para a competitividade do país. Ao ligarmos esta infraestrutura multimodal ao Porto de Sines e às principais redes de transporte europeias, estamos a abrir uma porta de entrada fulcral para o comércio internacional e a reforçar o posicionamento de Portugal nas cadeias de abastecimento globais”, refere Hadrien Fraissinet, CEO da Qantara Capital.
O impacto económico do projeto deverá contribuir para a diversificação da base económica de Grândola, reforçando a criação de valor no concelho e reduzindo a dependência de setores tradicionais como o turismo e a agricultura. Para além da geração de receitas para o município e para a região, o Plano de Pormenor do empreendimento prevê um conjunto de valências de utilização pública, incluindo uma área de comércio e serviços com cafés, restaurantes, lojas, creches e espaços de coworking, bem como terrenos destinados a equipamentos de lazer e desporto. Está ainda prevista a cedência de um edifício para acolher serviços municipais ou sociais, nomeadamente a Proteção Civil e os Bombeiros locais.
“O nosso compromisso prioritário é com o futuro de Grândola e com a criação de oportunidades reais para quem aqui vive. O modelo de desenvolvimento Built-to-Suit é fundamental neste processo, pois garante que o crescimento do parque é feito à medida, de forma sustentável e integrada no concelho. Isto traduz-se na fixação da população jovem através de emprego qualificado e estável, e na devolução de valor direto à comunidade, não só do ponto de vista financeiro, mas também sob a forma de novas infraestruturas públicas, de desporto e de apoio social”, destaca David Claudino, Managing Director do GLPEA.

Grândola Logistics Park Euro-Atlantic
O GLPEA será desenvolvido segundo o modelo Built-to-Suit, que permite a construção de instalações adaptadas às necessidades técnicas específicas de cada utilizador, através de contratos de arrendamento de longa duração.
O parque foi dimensionado para acolher cerca de mil utilizadores diários. A procura de mão-de-obra apoia-se num universo de 33.000 profissionais ativos num raio de 30 minutos de deslocação.
O projeto avançou, entretanto, no processo de licenciamento, com a conclusão da consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental, que terminou a 2 de julho. O empreendimento já tinha obtido aprovação condicional em Conferência Procedimental em fevereiro de 2025 e aguarda agora a emissão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) e das licenças definitivas para iniciar as obras de infraestrutura, segundo explica o promotor.
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