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Empresas financeiras asseguraram 62% do volume de negociação nos mercados de carbono europeus
A ESMA indica que os mercados europeus de carbono atingiram um valor de 777 mil milhões de euros em 2025, impulsionados pela forte atividade de negociação e pela subida dos preços.
11 Jul 2026 - 15:02
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Foto: Adobe Stock/sommersby
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Em 2025, as empresas de investimento e as instituições de crédito representaram cerca de 62% do volume total de transações nos mercados europeus de carbono, assegura a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA), o supervisor dos mercados financeiros da União Europeia.
No seu terceiro relatório anual, divulgado nesta quinta-feira, a ESMA indica que os mercados europeus de carbono atingiram um valor de 777 mil milhões de euros em 2025, impulsionados pela forte atividade de negociação e pela subida dos preços.
No início de 2026, os preços caíram 29% ao longo de três meses e a volatilidade atingiu o nível mais elevado dos últimos dois anos, refletindo diferentes expectativas quanto às futuras regras do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da UE (EU ETS), aos custos da energia e às condições gerais do mercado, conclui a ESMA.
Apesar disso, a ESMA refere que o mercado continua resiliente, não tendo identificado preocupações significativas em matéria de transparência ou de integridade do mercado.
O preço médio anual das licenças de emissão da UE foi de 74 euros por tonelada de emissões de CO₂ equivalente em 2025, tendo aumentado 13% face a 2024, enquanto as receitas provenientes dos leilões cresceram 11%, apesar de uma ligeira redução do volume de licenças leiloadas. Em 2025, foram leiloadas 589 milhões de licenças na Plataforma Comum (-2% face a 2024), gerando receitas de 43 mil milhões de euros.
Todos os leilões registaram excesso de procura, com uma média de 24 participantes e uma taxa média de cobertura de 168%. Os volumes leiloados continuaram significativamente concentrados num número reduzido de participantes.
“O relatório mostra que os intermediários financeiros desempenham um papel central no funcionamento do mercado europeu de carbono. Estes asseguram liquidez, atuam como contraparte das empresas não financeiras e ajudam as entidades sujeitas a obrigações de conformidade a aceder às licenças de emissão e a gerir o risco associado às variações dos preços”, refere a ESMA numa nota divulgada.
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