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Fatih Birol defende reavaliação da proibição da UE de novas explorações de petróleo e gás no Ártico
Segundo o diretor executivo da Agência Internacional de Energia, "o mundo precisa de cada gota de petróleo da Noruega". A Noruega é atualmente o maior fornecedor de gás da Europa e também já pediu à União Europeia que reconsidere a sua posição.
10 Jul 2026 - 17:10
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Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional da Energia (AIE) apelou, nesta quinta, à União Europeia para reavaliar a sua oposição à realização de novas explorações de petróleo e gás no Ártico, numa altura em que a Europa procura garantir o futuro do seu abastecimento energético.
Atualmente, a União Europeia apoia a proibição de novas perfurações no Ártico por motivos ambientais, no entanto, tem vindo a ponderar rever esta política em resposta às preocupações com a segurança energética.
A UE já enfrenta apelos da Noruega para abandonar o seu apoio a uma moratória sobre novas explorações de petróleo e gás na região, já que grande parte do território terrestre e marítimo do país está situado no Ártico.
“Apelo à Comissão para analisar esta questão com muita atenção, porque é extremamente importante para a segurança energética europeia”, afirma o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, segundo a Reuters.
“O mundo precisa de cada gota de petróleo da Noruega”, acrescentou, ao garantir que vê o país como um fornecedor de confiança que “não utilizará a energia como uma arma”. A Noruega é o maior fornecedor de gás da Europa.
Devido ao envelhecimento dos campos de gás, prevê-se que a produção norueguesa diminua significativamente durante a década de 2030, a menos que empresas como a Equinor façam novas descobertas fora das áreas de exploração mais maduras.
De acordo com a Reuters, o ministro das Finanças da Noruega, Jens Stoltenberg, afirma que a perturbação dos mercados energéticos provocada pela guerra com o Irão evidenciou a necessidade de a Noruega manter os seus níveis de produção.
“Naturalmente, existem preocupações ambientais que temos de ter em conta, e a Noruega está a fazê-lo”, sublinha. “Mas dizer que não deve haver qualquer exploração de petróleo e gás no Ártico não faz sentido para a Noruega.”
A Europa está a eliminar progressivamente as importações de petróleo e gás da Rússia, anteriormente o seu principal fornecedor de gás, com o objetivo de as terminar até ao final de 2027. Assim, a UE pretende substituir as importações russas por energias renováveis e combustíveis fósseis provenientes de fornecedores “considerados de confiança”.
Este ano, a Europa enfrentou uma forte subida dos custos da energia, na sequência da perturbação dos mercados globais de petróleo e gás provocada pela guerra do Médio Oriente.
Os estados-membros contra o levantamento da proibição por parte da UE argumentam que novos projetos de exploração de combustíveis fósseis no Ártico demorariam mais de uma década a entrar em funcionamento, pelo que não constituiriam uma resposta eficaz aos atuais problemas energéticos da Europa.
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