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Mercados de carbono globais geram receitas de quase 68 mil milhões de euros em 2025

Sistemas de comércio de emissões já cobrem 26% das emissões globais de GEE. Relatório anual do ICAP observou que as jurisdições que operam um ETS representam, em conjunto, 63% do PIB global.

15 Abr 2026 - 14:01

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Foto: Freepik

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Em 2025, o Sistema de Comércio de Emissões (ETS, na sigla inglesa) gerou um novo recorde de quase 80 mil milhões de dólares em receitas (perto de 68 mil milhões de euros, no câmbio atual), revelou a avaliação anual ao mercado de carbono elaborada pela International Carbon Action Partnership (ICAP).

Atualmente já vigoram 41 sistemas de comércio de emissões por todo o mundo, cobrindo 26% das emissões globais de gases com efeito de estufa (GEE). Para este ano está confirmado o lançamento de mais três – no Japão, Índia e Vietname – o que reflete, segundo a ICAP, a disseminação do comércio de emissões por “diversas economias e contextos de desenvolvimento”.

Neste momento, já existe um ETS em vigor em 14 países do G20. A ICAP adiciona que vários identificaram-no como “um instrumento central para a concretização das NDC 3.0 (Contribuições Nacionalmente Determinadas, em português) ao abrigo do Acordo de Paris”.

O ICAP observou também que as jurisdições que operam um ETS representam, em conjunto, 63% do PIB global e mais de metade da população mundial, o que coloca os mercados de carbono “no centro da economia global”. Além disso, a organização notou que a cooperação internacional neste âmbito está a aprofundar-se, através de novas plataformas de diálogo interjurisdicionais e um entendimento comum crescente sobre as boas práticas.

“O que mais me impressiona no relatório deste ano não é apenas o quanto o comércio de emissões evoluiu, mas sim o rumo que está a tomar”, admite o responsável pelo secretariado do ICAP. Stefano De Clara explica que os governos já não estão apenas a “manter o rumo”, mas a integrar os mercados de carbono no centro dos seus compromissos internacionais em matéria de clima.

“O comércio de emissões já não é uma ferramenta política de nicho. Está a tornar-se a arquitetura da resposta global às alterações climáticas”, realça o responsável, citado em comunicado.

O ICAP explica que esta expansão se deve, sobretudo, a grandes economias emergentes de rendimento médio, na Ásia e na América Latina. A Índia e o Vietname vão lançar sistemas nacionais este ano, enquanto o Japão, que já operava um regime voluntário, vai agora implementar um sistema obrigatório. Já o Brasil, o Chile e a Colômbia aprovaram legislação relativa ao ETS e preparam-se para a implementação.

Além dos 41 sistemas já em vigor, outros 16 encontram-se em várias fases de desenvolvimento ou de análise, um pouco por todo o mundo. “Muitos procuram adotar modelos baseados na intensidade e estruturas híbridas que reúnam o ETS, os créditos de compensação e os impostos sobre o carbono numa única arquitetura política coerente – cada uma adaptada aos contextos e objetivos nacionais”, descreve o ICAP.

A China já emitiu diretrizes para fazer a transição do seu ETS nacional para um limite absoluto até 2027, com a missão de expandir progressivamente a cobertura a todos os principais emissores industriais. A Coreia do Sul aumentou o seu volume de leilões de emissões e está a caminho de uma nova reserva de estabilidade do mercado. A Califórnia comprometeu-se a legislar o seu sistema até 2045 e a União Europeia está a preparar-se para lançar em 2028 o ETS 2 (ou CELE 2), que passa a incluir no sistema edifícios e transportes rodoviários.

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