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Governo quer reduzir em 50% a dependência nacional dos combustíveis fósseis até 2035
Meta assenta no reforço das redes elétricas, no aumento da capacidade de armazenamento e na aceleração do investimento em energias renováveis, incluindo solar, eólica e gases renováveis
29 Mai 2026 - 15:16
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Maria da Graça Carvalho ministra do ambiente | Foto LinkedIn
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Maria da Graça Carvalho ministra do ambiente | Foto LinkedIn
O Governo definiu como novo objetivo reduzir em 50% a dependência nacional dos combustíveis fósseis até 2035, no âmbito da aceleração da transição energética. A meta assenta num conjunto de medidas que inclui o reforço das redes elétricas, o investimento em soluções de armazenamento e o aumento da capacidade de produção a partir de fontes renováveis, como a energia solar, eólica e gases renováveis, entre os quais biometano, SAF e efuel.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, adiantou, durante a conferência organizada pelo jornal ECO, nesta sexta-feira, que descarbonizar a sociedade portuguesa terá também de passar por reforçar os transportes públicos elétricos e reforçar a utilização de combustíveis renováveis no transporte de mercadorias de longo curso.
Na conferência, a ministra anunciou também que o Governo vai lançar um leilão para 750 Megavolt-ampere (MVA) de baterias. O concurso vai prever mecanismos de compensação aos municípios onde os projetos forem instalados, através da partilha de receitas associadas à atividade dos centros eletroprodutores. O modelo do leilão vai ser apresentado a 29 de junho.
Está também a preparar contratos por diferença (CfD) para estabilizar os preços da energia e reforçar o investimento no setor. “Estes mecanismos serão particularmente relevantes para tecnologias que impliquem maior risco e investimento, como é o caso do eólico. Mais especificamente será possível fazer o upgrade de projetos eólicos já existentes, tendo em vista um significativo aumento da sua capacidade de produção e um aumento de eficiência. Por outras palavras, pretendemos aumentar produção eólica aproveitando os projetos já em funcionamento, o que será essencial para que possamos cumprir as metas do PNEC 2030 nesta matéria”, referiu a ministra.
Maria da Graça Carvalho destacou ainda que, em 2025, os consumidores domésticos e as empresas em Portugal beneficiaram de preços de energia inferiores à média europeia. E reforçou a posição do país como “porto seguro” no contexto energético europeu. Nos primeiros três meses do ano, Portugal voltou a liderar a União Europeia na incorporação de energias renováveis na produção elétrica, atingindo 80,7%.
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