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António Costa: “Construir a nossa capacidade de produzir energia é a única forma de estarmos seguros”

O Conselho Europeu reúne-se hoje em Bruxelas para discutir medidas para travar a escalada de preços na energia e reforçar a competitividade da União Europeia.

19 Mar 2026 - 10:35

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ntónio Costa, presidente do Conselho Europeu | Foto: UE

ntónio Costa, presidente do Conselho Europeu | Foto: UE

O presidente do Conselho Europeu defende que a soberania energética da União Europeia (UE) só é possível aumentando a produção interna. À entrada da reunião que hoje e amanhã vai reunir os líderes da União, António Costa declarou que a UE está a enfrentar “tempos desafiantes” na área da energia. “O conflito atual no Irão mostra-nos uma vez mais que a melhor forma de ter um horizonte preditivo e confiável na energia é aumentar a produção própria de energia. É a única maneira de sermos autónomos, independentes, ou seja, de tornarmos seguro o nosso sistema de energia”, declarou António Costa.

Costa defendeu que é preciso apostar sobretudo nas renováveis para incrementar a produção própria. “Essa é a nossa principal tarefa”, defendeu, mas admitiu que a diversidade dos Estados-membros também exigirá diferentes soluções, assim como as especificidades de setores económicos intensivos em energia.

O ex-primeiro-ministro português declarou que esta é uma tarefa a fazer conjuntamente “não esquecendo que temos de proteger as nossas empresas e assegurar que a próxima geração tem um planeta para viver”. Porém, reforçou o peso da resiliência energética nos tempos atuais: “Para além dos objetivos ambientais e climáticos, é claro que a energia significa segurança. E precisamos de construir a nossa própria capacidade de produzir energia porque é a única maneira de estarmos seguros”.

2026, o ano da competitividade

A competividade da União vai estar no centro da discussão durante dois dias, com Costa a declarar que “2026 é o ano da competitividade” e que desta reunião sairão medidas para atingir os objetivos da agenda europeia até ao final de 2027, mas também algumas mais imediatas que terão de ser implementadas ainda em 2026.

Para isso, defendeu a conclusão da União de Poupança e Investimentos, que está a ser liderada pela comissária Maria Luís  Albuquerque, de forma a ter instrumentos para financiar a aposta em inovação, como a inteligência artificial, computação quântica e também em upskills e reskills. “Temos mobilizar as poupanças europeias para suportar estes investimentos”, referiu.

O Conselho reúne-se hoje também com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. António Costa frisou também que o sistema multilateral é o garante de uma ordem internacional baseada em regras. “Não Há alternativa ordem internacional baseada em regras, porque a alternativa é a guerra na Ucrânia, é a competitividade injusta no comércio e é a ameaça à soberania na Gronelândia e noutras parte do mundo”, declarou.

 

 

 

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