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Sistema elétrico europeu deve melhorar monitorização e coordenação entre intervenientes
Relatório final de especialistas sobre apagão ibérico recomenda ainda adaptação dos quadros regulamentares para apoiar a evolução do sistema elétrico.
20 Mar 2026 - 10:36
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Foto: Freepik
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Reforçar as práticas operacionais, melhorar a monitorização do comportamento do sistema e estreitar a coordenação entre os intervenientes do sistema elétrico europeu estão entre as recomendações que constam do relatório final do painel de especialistas sobre o apagão de 28 de abril de 2025, em Espanha e Portugal, divulgado nesta sexta-feira.
As conclusões da investigação coordenada pela ENTSO-E, associação que reúne operadores de sistemas de transmissão em toda a Europa, incluindo a REN, sublinham ainda a necessidade de adaptação dos quadros regulamentares para apoiar a evolução do sistema elétrico.
A investigação surge na sequência do apagão ibérico e foi elaborado por um painel de 49 especialistas, incluindo representantes da REN e da ERSE. O relatório final do painel de especialistas identifica as suas causas e apresenta recomendações para reforçar a resiliência do sistema elétrico interligado da Europa.
A investigação conclui que o apagão resultou de uma combinação de múltiplos fatores interligados, incluindo oscilações, lacunas no controlo da tensão e da potência reativa, diferenças nas práticas de regulação da tensão, reduções rápidas de produção e desligamentos de geradores em Espanha, bem como capacidades de estabilização desiguais. “Estes fatores conduziram a aumentos rápidos de tensão e a desligamentos em cascata da produção, resultando no apagão na Espanha continental e em Portugal”, explica a ENTSO-E em comunicado.
A associação refere também que o apagão foi um evento inédito e que as recomendações visam reforçar a resiliência do sistema com soluções já tecnologicamente disponíveis. “Este apagão evidencia como desenvolvimentos a nível local podem ter implicações à escala do sistema e sublinha a importância de manter ligações fortes entre o comportamento e a coordenação dos sistemas locais e europeus, assegurando simultaneamente que os mecanismos de mercado, os quadros regulamentares e as políticas energéticas permanecem alinhados com os limites físicos do sistema”, sublinha a ENTSOE-E.
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