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UE assina primeiro acordo tripartido para acelerar armazenamento de energia
O acordo assinado nesta sexta-feira reúne Estados-membros, empresas do setor energético e instituições financeiras para acelerar a expansão desta tecnologia. A iniciativa prevê a instalação de 30 a 35 GW de nova capacidade em dois anos.
26 Jun 2026 - 16:44
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Dan Jørgensen, comissário da Energia e Habitação | Foto: Parlamento Europeu
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Dan Jørgensen, comissário da Energia e Habitação | Foto: Parlamento Europeu
A União Europeia assinou nesta sexta-feira o seu primeiro acordo tripartido dedicado ao armazenamento de energia, reunindo Estados-membros, empresas do setor energético e instituições financeiras, para acelerar a expansão destas tecnologias.
A iniciativa, formalizada em Luxemburgo, prevê a instalação de 30 a 35 GW de nova capacidade nos próximos dois anos. Segundo a Comissão Europeia (CE), este acordo é essencial para tornar o sistema elétrico mais flexível, seguro e menos dependente de combustíveis fósseis.
Segundo a CE, o lançamento desta iniciativa representa “mais um passo no sentido de um sistema energético descarbonizado, mais eficiente e capaz de fornecer energia mais barata”.
“O armazenamento de energia é o elo em falta na transição para a energia limpa. Através de acordos tripartidos, estamos a propor um modelo inovador que une a indústria e o setor público”, afirma Dan Jørgensen, comissário da Energia e Habitação.
“Enquanto europeus, acreditamos que este tipo de cooperação em setores estratégicos é essencial para tornar a energia mais limpa, mais acessível e para reforçar a nossa competitividade e resiliência económica”, acrescenta.
A Comissão acredita que o acordo deverá contribuir para criar “um ambiente de negócios favorável à expansão rápida e em larga escala do armazenamento em toda a Europa”.
O objetivo passa por reduzir custos de operação do sistema, aliviar a pressão dos preços elevados e voláteis sobre as empresas europeias, enviar um sinal forte ao mercado e reforçar a capacidade industrial da UE neste setor.
No âmbito do acordo, 22 Estados-membros assumiram compromissos ambiciosos para o armazenamento de energia nos próximos dois anos. No total, estas metas representam entre 30 e 35 GW de nova capacidade de armazenamento.
Além disso, os países garantiram que vão remover barreiras ao desenvolvimento do setor e a permitir que as autoridades reguladoras definam ou aprovem tarifas de rede “proporcionais aos custos”, de forma a incentivar a flexibilidade do sistema elétrico.
Sempre que necessário, os Estados-membros poderão apoiar financeiramente o armazenamento e a produção industrial associada através de fundos nacionais e europeus, em conformidade com as regras de auxílios estatais da UE.
Já os promotores de projetos de armazenamento de energia e de energias renováveis comprometeram-se a fornecer estimativas anuais sobre novos projetos e respetivos volumes.
Por sua vez, as indústrias consumidoras de energia ficaram responsáveis de desenvolver projetos de armazenamento nas suas próprias instalações e disponibilizar informação mais detalhada sobre os seus padrões de consumo elétrico, aumentando a transparência para investidores.
As instituições financeiras devem partilhar conhecimento sobre projetos de armazenamento para facilitar o investimento e trabalhar com o Banco Europeu de Investimento para aumentar o impacto do financiamento.
Em comunicado, a Comissão Europeia compromete-se a apoiar os Estados-membros na criação de esquemas de financiamento, na atualização das regras da rede e na promoção do armazenamento através de instrumentos como o Fundo de Inovação.
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