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APA vai estudar soluções de gestão de resíduos da Dinamarca para eventual aplicação em Portugal

País nórdico regista pouco mais de 1% de resíduos depositados em aterro e tem 10 tipologias de separação. Agência Portuguesa do Ambiente vai assinar um protocolo com universidades para identificar as soluções mais adequadas à realidade nacional.

14 Out 2026 - 06:41

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Presidente da APA e Ministra do Ambiente e Energia | Foto Sara Matos MAEn

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Two professionals sit at a white conference table in a discussion, with papers, water carafes, and phones in view.

Presidente da APA e Ministra do Ambiente e Energia | Foto Sara Matos MAEn

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vai assinar, até ao final de outubro, um protocolo com várias universidades para estudar “de forma rigorosa” quais as soluções de gestão e valorização de resíduos observadas na Dinamarca que poderão ser aplicadas em Portugal. A informação foi avançada ao Jornal PT Green por fonte oficial do Ministério do Ambiente e Energia (MAEN), na sequência da visita técnica realizada por uma delegação portuguesa ao país nórdico no início do mês.

A deslocação, que contou com a participação da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, do presidente da APA, José Pimenta Machado, e de autarcas algarvios, teve como objetivo conhecer soluções tecnológicas, modelos operacionais e mecanismos de articulação entre municípios, indústria, operadores e entidades públicas.

Um dos pontos altos foi a visita técnica à ARC – Amager Bakke, uma das mais conhecidas unidades europeias de valorização energética de resíduos. A visita permitiu conhecer de perto o funcionamento da infraestrutura, que transforma resíduos não recicláveis em eletricidade e calor para a rede urbana, e conhecer a sua integração com a cidade através do projeto CopenHill. A deslocação incluiu ainda uma reunião de trabalho no State of Green Denmark, dedicada à partilha de experiências e ao conhecimento de soluções inovadoras nas áreas da gestão de resíduos, energia, água e sustentabilidade.

“A viagem à Dinamarca mostrou soluções diferenciadas que estão há anos em execução num país que regista pouco mais de 1% de resíduos em aterro.  A Dinamarca tem 10 tipologias de separação de resíduos muito bem oleadas, aposta no recycling e na reutilização, e por lá o sistema SDR funciona muito bem. Ainda testemunhámos projetos-piloto de captura de carbono, usados para alimentar estufas e fabrico de matérias-primas, como cimento”, referiu fonte oficial ao Jornal PT Green.

O estudo agora a desenvolver pela APA, em colaboração com universidades, deverá permitir avaliar a adequação destas e de outras soluções ao contexto português.

Esta visita decorreu num momento em que a gestão de resíduos constitui um desafio particular para o país, com destaque para vários aterros a atingir a sua capacidade e para a contestação que o novo sistema Volta está a sofrer.

Neste caso, o Governo pediu à SDR Portugal, entidade gestora do sistema de depósito e reembolso Volta, que apresente até 16 de outubro um plano de ação para prevenir e mitigar os problemas de limpeza urbana associados ao funcionamento do sistema que se têm vindo a registar. O documento deverá incluir medidas de aplicação imediata, boas práticas europeias, soluções operacionais articuladas com os municípios e indicadores para avaliar os resultados.

Apesar das diversas questões levantadas ao funcionamento do sistema, este já vai, até à data, com mais de 480 milhões de embalagens devolvidas desde que arrancou, no passado mês de abril.

 

 

 

 

 

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