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Atual El Niño poderá tornar-se um dos mais fortes dos últimos 70 anos

O fenómeno climático El Niño deverá estender-se até fevereiro de 2027, segundo a OMM e pode aumentar o risco de secas e inundações em diferentes regiões do mundo.

08 Out 2026 - 10:16

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Foto Magnific

Autor

Maria Almendra Carvalho

Jornalista estagiária

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A large turquoise wave crashes, spraying white foam under a dark, cloudy sky at sea captured in motion

Foto Magnific

O atual El Niño vai continuar a intensificar-se cada vez mais e poderá tornar-se um dos mais intensos dos últimos 70 anos, alertou nesta quinta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O fenómeno climático deverá estender-se até fevereiro de 2027.  

A organização prevê ainda que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical central e oriental aumentem para níveis recorde entre outubro e dezembro de 2026, refletindo a intensidade deste El Niño, que deverá atingir o seu pico no último mês do ano. 

“O El Niño está firmemente estabelecido e a intensificar-se rapidamente. As previsões da OMM indicam uma probabilidade próxima dos 100% de que persista até fevereiro de 2027, podendo tornar-se num dos eventos mais fortes desde, pelo menos, 1950”, afirma a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, em comunicado.

Entre outubro e dezembro, a OMM prevê que a anomalia média sazonal da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, área no Pacífico tropical, atinja aproximadamente +3,7 °C, com um pico previsto para dezembro. Este será o valor mais elevado desde o início dos registos e ultrapassará o anterior recorde de +2,6 °C, registado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.

Os efeitos do El Niño podem não ser sentidos de forma uniforme em todo lado, mas a OMM alerta que é provável que o fenómeno provoque temperaturas acima da média em grande parte do globo e altere os padrões de precipitação, aumentando o risco de secas e inundações em diferentes regiões.

“O El Niño não acrescenta novo calor ao planeta. Liberta o calor que o oceano já armazenou abaixo da superfície, razão pela qual um evento forte se torna frequentemente num dos anos mais quentes de que há registo, como aconteceu em 2024”, afirmou Celeste Saulo no Global Heat Forum, em Banguecoque. 

“O oceano de onde esse calor está a ser libertado é o mais quente que alguma vez medimos. Há simplesmente mais calor disponível para ser libertado”, acrescentou à data, segundo comunicado.

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