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Bruxelas dá luz verde a plano de 4,8 mil ME para acelerar transição energética na Grécia
Este plano deverá contribuir para evitar a emissão de 811 mil toneladas de CO2 equivalente por ano até 2032. Além disso, a Grécia vai ainda apoiar 460 mil famílias vulneráveis, ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.
27 Ago 2026 - 16:33
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A Comissão Europeia aprovou nesta quinta-feira o Plano Social para o Clima da Grécia, no valor de 4,8 mil milhões de euros, para apoiar famílias vulneráveis, utilizadores de transportes e microempresas na transição para energias limpas.
De acordo com Bruxelas, este plano deverá contribuir para evitar a emissão de 811 mil toneladas de CO2 equivalente por ano até 2032. O plano vai mobilizar 4,77 mil milhões de euros até 2032, incluindo 3,57 mil milhões de euros provenientes da União Europeia e 1,2 mil milhões de euros de fundos nacionais.
Após analisar a proposta grega, a Comissão concluiu que o plano “responde adequadamente aos impactos sociais da extensão do comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa aos edifícios e aos transportes rodoviários”, no âmbito do novo Sistema de Comércio de Licenças de Emissão (ETS2).
O plano vai também apoiar 460 mil famílias vulneráveis, ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis através da renovação de cerca de 62 mil edifícios e à instalação de 200 mil bombas de calor e sistemas solares térmicos para aquecimento de água.
O plano permitirá simultaneamente aumentar o parque habitacional social do país, com a construção de 2.800 novas habitações sociais energeticamente eficientes.
Além disso, com este apoio, cerca de 300 mil “utilizadores vulneráveis de transportes” beneficiarão do reforço dos transportes públicos, através da introdução de mais de 200 novos autocarros elétricos em zonas urbanas com pouco acesso a transportes.
O plano apoiará ainda 28 mil microempresas na transição para edifícios e soluções de mobilidade mais limpas, com 820 milhões de euros destinados à redução dos custos de energia e de transporte, através de melhorias direcionadas para a eficiência energética dos edifícios e de subsídios.
A Grécia poderá solicitar à Comissão Europeia o primeiro pagamento assim que a implementação do plano tiver começado e forem alcançados os respectivos marcos.
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