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Calor de centros de dados pode aquecer mais de 3,5 milhões de casas no Reino Unido

Análise da EnergiRaven e da Viegand Maagøe indica que o crescimento dos centros de dados poderá gerar calor residual suficiente para aquecer milhões de habitações até 2035.

27 Jan 2026 - 15:52

2 min leitura

Foto: Pexels

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O crescimento projetado dos centros de dados no Reino Unido poderá produzir calor residual suficiente para aquecer mais de 3,5 milhões de casas até 2035, segundo uma análise conjunta da EnergiRaven e da consultora dinamarquesa Viegand Maagøe.

O estudo conclui que, se forem criadas infraestruturas adequadas de redes de calor, o calor desperdiçado por estas instalações poderá tornar-se uma fonte de aquecimento doméstico de baixo custo e baixo carbono, ajudando a reduzir faturas energéticas e a reforçar a resiliência do sistema energético britânico.

Muitos dos centros de dados existentes e planeados encontram-se próximos de novos empreendimentos habitacionais e de zonas com elevados níveis de pobreza energética, o que, segundo os autores, cria uma oportunidade estratégica para aproveitar um recurso atualmente desperdiçado.

Sem investimento em redes de calor de maior escala, alerta a análise, o Reino Unido arrisca-se a expandir rapidamente a sua infraestrutura digital enquanto deixa escapar uma fonte significativa de energia térmica que poderia beneficiar milhões de famílias.

“A nossa rede elétrica nacional vai alimentar estes centros de dados. É um absurdo investir na energia adicional de que estas instalações vão precisar e desperdiçar tanta dela sob a forma de calor não utilizado, aumentando os custos para os contribuintes e para os consumidores”, afirma Simon Kerr, responsável pelas redes de calor na EnergiRaven.

 

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