2 min leitura
EDP junta setor eólico no Porto para discutir falta de mão de obra e formação técnica
Programa de qualificação para zonas rurais diplomou primeiros oito participantes, com foco na criação de emprego no interior do país.
20 Mar 2026 - 17:49
2 min leitura
Foto: EDP
- Mata Nacional de Leiria vai vender árvores tombadas em hasta pública e criar memorial
- Obras da Barragem do Pisão devem decorrer “depressa” para garantir financiamento
- OCDE alerta para travões ao crescimento global e inclui segurança energética nas reformas estruturais
- Argentina aprova reforma que arrisca proteção de glaciares para investimentos mineiros
- ENTSO-E rejeita novos projetos elétricos no Chipre sem aprovação oficial
- Castelo Branco investe 442 mil euros na manutenção de faixas de gestão de combustível para prevenir incêndios
Foto: EDP
A EDP reuniu nesta sexta-feira, no Porto, empresas e entidades ligadas à energia, formação e emprego para discutir um problema que o setor eólico já sente no terreno: a escassez de técnicos qualificados. O debate, sob o mote “Desafios e oportunidades da energia eólica em Portugal”, coincidiu com a entrega de diplomas aos primeiros participantes do programa Skills – Profissionais de Energia.
A sessão decorreu na sede da elétrica e juntou representantes da APREN, da CTE, da Vestas e da Cedros, parceiros do projeto. Em comum, a leitura de que o crescimento acelerado das renováveis está a pressionar o mercado de trabalho e a exigir respostas rápidas na qualificação.
A primeira edição do Skills – Profissionais de Energia formou oito inscritos num curso técnico de manutenção de parques eólicos, combinando componente teórica e prática certificada. O alvo são sobretudo jovens de territórios de baixa densidade, onde se concentram muitos dos parques eólicos. A lógica responder às necessidades da indústria e criar oportunidades locais que ajudem a colmatar o despovoamento.
Durante a mesa-redonda, moderada por Hugo Costa, responsável pela geração renovável da EDP em Portugal, os intervenientes sublinharam que a transição energética depende tanto de investimento tecnológico como de capital humano. A falta de técnicos especializados, disseram, pode tornar-se um entrave real à expansão do setor se não for acompanhada por programas de formação alinhados com as exigências da indústria.
A iniciativa surge num momento em que Portugal acelera metas de descarbonização e reforço das energias limpas. Para os parceiros, a resposta passa por cursos mais orientados para o terreno, maior articulação entre empresas e entidades formadoras e uma aposta continuada na empregabilidade em regiões do interior.
Com o Skills – Profissionais de Energia, a EDP procura posicionar-se nesse cruzamento entre indústria e qualificação. A empresa fala numa transição energética “justa e inclusiva”, assente no investimento em competências.
- Mata Nacional de Leiria vai vender árvores tombadas em hasta pública e criar memorial
- Obras da Barragem do Pisão devem decorrer “depressa” para garantir financiamento
- OCDE alerta para travões ao crescimento global e inclui segurança energética nas reformas estruturais
- Argentina aprova reforma que arrisca proteção de glaciares para investimentos mineiros
- ENTSO-E rejeita novos projetos elétricos no Chipre sem aprovação oficial
- Castelo Branco investe 442 mil euros na manutenção de faixas de gestão de combustível para prevenir incêndios