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Programa Floresta Azul com um milhão de euros para restaurar pradarias marinhas
Novo aviso do Fundo Ambiental apoia universidades e entidades científicas na recuperação de ecossistemas marinhos essenciais para a biodiversidade e captura de carbono.
12 Mai 2026 - 14:23
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Foto: Pixabay
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O Fundo Ambiental abriu um aviso com um milhão de euros para apoiar projetos que contribuam para o restauro ecológico de pradarias marinhas. O Programa Floresta Azul destina-se a intervenções em áreas protegidas costeiras, estuarinas e lagunares onde estes habitats podem ser encontrados, como por exemplo o Parque Natural da Ria Formosa, a Reserva Natural do Estuário do Sado e as áreas classificadas da Rede Natura 2000.
Podem candidatar-se instituições de ensino superior, centros de investigação e outras entidades sem fins lucrativos de reconhecido mérito, com atividade comprovada na área da conservação e restauro ecológico de pradarias marinhas.
O financiamento destina-se a apoiar um conjunto de intervenções estratégicas para a proteção e recuperação destes ecossistemas, incluindo o mapeamento de áreas de pradarias marinhas e a avaliação do seu estado ecológico, bem como a monitorização e quantificação da capacidade de sequestro de carbono.
Entre as ações elegíveis encontram-se ainda intervenções físicas de conservação e restauro, a criação de áreas de viveiros, em contexto ‘onshore’ ou submerso, e o desenvolvimento de ações complementares de divulgação e educação ambiental. O apoio abrange também a realização de estudos técnico-científicos relacionados com a conservação destes habitats marinhos.
“O Programa Floresta Azul representa uma aposta vital na recuperação dos ecossistemas marinhos e no uso sustentável dos recursos naturais envolvendo as universidades e as comunidades locais”, sublinha a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
O ministério destaca que as pradarias marinhas são ecossistemas de elevada relevância ecológica, que desempenham funções essenciais de sequestro de carbono azul, mantêm a biodiversidade marinha, garantem a estabilização sedimentar e a proteção da zona costeira. A sua degradação, resultante de pressões antrópicas e do impacto das alterações climáticas, “exige uma resposta coordenada, baseada na ciência e alinhada com os compromissos nacionais e internacionais em matéria de biodiversidade e ação climática”, destaca o MAEn.
O aviso estará aberto por um período de 30 dias a partir da data da disponibilização do formulário no portal do Fundo Ambiental.
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