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Comissária europeia alerta para aumento de dependência da UE de gás importado dos EUA
Teresa Ribera diz que 58% do GNL importado em 2025 veio dos EUA, quatro vezes acima de 2021. Aponta como solução o melhor aproveitamento de recursos locais.
28 Jan 2026 - 16:17
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Teresa Ribera, vice-presidente executiva para a Transição Limpa, Justa e Competitiva da Comissão Europeia | Foto: LinkedIn
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Teresa Ribera, vice-presidente executiva para a Transição Limpa, Justa e Competitiva da Comissão Europeia | Foto: LinkedIn
“Estamos a aumentar significativamente a nossa dependência do gás natural liquefeito (GNL) importado dos EUA”, alertou a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera, nesta quarta-feira. Para suprir este efeito, a responsável pela área da concorrência defendeu que a União Europeia deve analisar a melhor forma de aproveitar os recursos comunitários.
A declaração, segundo a agência Reuters, surgiu numa mensagem de vídeo transmitida durante o evento “Hydrogen Day” da empresa espanhola Enagas. Em 2025, de acordo com a comissária, 58% das importações de GNL para a UE tiveram como país de origem os Estados Unidos, quatro vezes mais do que em 2021. Teresa Ribera reconheceu que esta relação comercial permitiu ao bloco comunitário reduzir a dependência do gás russo e que o executivo deve continuar a esforçar-se para diversificar os seus fornecedores.
A representante sublinhou, contudo, que a União deve estudar métodos de aproveitar os seus recursos ao máximo. Enalteceu o papel da eletricidade proveniente das energias renováveis, ao explicar que pode ser utilizada para produzir hidrogénio verde, uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis.
No ano passado, a Europa investiu 12 mil milhões de euros em hidrogénio, mas, na visão do presidente executivo da Enagas, Arturo Gonzalo, o bloco deve intensificar esforços para alcançar os seus objetivos de descarbonização. Descreveu, citado pela Reuters, que os investimentos “ainda não estão ao nível necessário para cumprir as metas estabelecidas, mas estávamos na liderança em termos de investimento em 2025”.
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