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Conflito no Irão acelera corrida às baterias chinesas
Desempenho das principais fabricantes chineses de baterias já superou o de grandes petrolíferas como Chevron, ExxonMobil e BP, desde o início do conflito no Médio Oriente.
24 Mar 2026 - 14:30
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Os principais fabricantes chineses de baterias somaram mais de 70.000 milhões de dólares (60.000 milhões de euros) em capitalização bolsista desde os ataques israelo-americanos ao Irão, refletindo expectativas de um impulso às energias limpas.
As ações da CATL, BYD e Sungrow, que produzem baterias e equipamentos de armazenamento de energia, superaram o desempenho de grandes petrolíferas como Chevron, ExxonMobil e BP desde o início do conflito.
A valorização das empresas de energia limpa ilustra como a China e outros países importadores de petróleo poderão responder à guerra reforçando o investimento em energias renováveis, com o objetivo de aumentar a segurança energética.
Citado pelo jornal britânico Financial Times, Neil Beveridge, responsável pela análise energética da Bernstein, considerou que a China, maior importador mundial de petróleo, deverá intensificar a estratégia de “eletrificar tudo”. Outras grandes economias asiáticas, como o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan, poderão seguir a mesma via.
“Isso altera completamente o paradigma energético”, afirmou o analista, acrescentando que “mesmo que a guerra termine no próximo mês, não há regresso ao ponto anterior”, disse.
Desde o final de fevereiro, quando foram lançados os ataques, as ações da CATL subiram 19%, as da Sungrow 19,4% e as da BYD, também líder mundial na produção de veículos elétricos, 21,9%.
Em comparação, a valorização foi de 15,2% para a BP, 8% para a Chevron, 8,3% para a Shell e 4,7% para a ExxonMobil, beneficiando estas petrolíferas de uma subida de 47% nos preços do petróleo no mesmo período.
As redes elétricas necessitam de baterias para armazenar energia, sobretudo à medida que aumenta a dependência de fontes renováveis, cuja produção é intermitente. Estes sistemas são também essenciais para suportar centros de dados com elevado consumo energético.
O mercado interno chinês de armazenamento de energia à escala de rede poderá atingir 199 mil milhões de dólares (171 mil milhões de euros) até 2032, face a 48 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros) no ano passado, segundo a consultora Mobility Foresights.
Li Shuo, diretor do China Climate Hub do Asia Society Policy Institute, sublinhou que os recentes ataques a infraestruturas de gás natural liquefeito no Golfo evidenciam os riscos inerentes à dependência de combustíveis fósseis.
“Os países do leste asiático mais dependentes de importações de GNL [gás natural liquefeito] enfrentarão em breve um choque económico incalculável, apesar da distância ao conflito”, afirmou, defendendo que os países em desenvolvimento devem investir fortemente em energias limpas e transportes para se protegerem de choques geopolíticos futuros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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