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CE pede preparação antecipada para próximo inverno devido a tensões no Médio Oriente
Bruxelas apela a uma abordagem coordenada no enchimento das reservas de gás para evitar pressão nos preços e garantir segurança energética.
23 Mar 2026 - 16:25
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Dan Jørgensen comissário da Energia e Habitação | Foto Parlamento Europeu
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Dan Jørgensen comissário da Energia e Habitação | Foto Parlamento Europeu
A Comissão Europeia (CE) apelou nesta segunda-feira aos Estados-membros para começarem a preparar o inverno face à perturbação energética provocada pelo conflito no Médio Oriente. Recomenda, assim, aos países da União Europeia (EU) que iniciem época de enchimento das reservas de gás e os preparativos de forma coordenada e atempada para o próximo inverno.
Segundo a CE, apesar de a segurança do abastecimento energético da UE se manter estável nesta fase, devido à reduzida dependência de importações da região e ao facto de várias cargas de gás natural liquefeito (GNL) já terem passado pelo Estreito de Ormuz antes do agravamento da situação, é essencial agir com antecedência.
Apesar de uma melhor preparação da UE em comparação com 2022, o comissário para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, refere que “a nossa exposição a um mercado global volátil é evidente e precisamos de garantir que agimos já na preparação para o inverno e de forma coordenada”. Por isso, “iniciar as injeções nas reservas o mais cedo possível permitir-nos-á beneficiar de um período de enchimento mais longo e adaptar-nos às condições do mercado para mitigar a pressão sobre os preços e evitar uma corrida no final do verão. Nestes tempos difíceis, é crucial fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para proteger os nossos cidadãos e empresas”, adverte.
Numa carta dirigida a todos os ministros da Energia da UE, o comissário recordou que o regulamento relativo ao armazenamento de gás da UE oferece aos países maior flexibilidade para atingir os objetivos de enchimento das reservas, permitindo reagir rapidamente à evolução das condições de mercado. Esta flexibilidade, incluindo a possibilidade de reduzir a meta de enchimento ou de a alcançar num período mais alargado sob determinadas condições, pode ajudar a reduzir a procura de gás em momentos em que a oferta está sob pressão e aliviar a pressão sobre os preços do gás na Europa, assinala o responsável.
Recorde-se que o conflito no Médio Oriente tem provocado uma significativa instabilidade nos mercados energéticos globais, não estando à vista ainda uma resolução do conflito e, logo, da redução do impacto na resiliência energética europeia.
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