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Galp prevê concluir acordo de fusão com a Moeve no segundo semestre de 2026
Negociações com a petrolífera espanhola continuam a avançar e visam criar duas plataformas de negócio, incluindo uma para refinação e outra para retalho de combustíveis e mobilidade.
14 Jul 2026 - 07:31
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Foto: LinkedIn da Galp
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Foto: LinkedIn da Galp
O acordo entre a Galp e a espanhola Moeve para a fusão dos negócios de refinação e comercialização deverá está concluído no segundo semestre deste ano, adiantou a petrolífera portuguesa.
Num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dar conta da atualização dos dados operacionais do segundo trimestre, a Galp indicou que “as discussões com os acionistas da Moeve continuam a avançar de forma construtiva, mantendo-se todas as partes empenhadas em avançar com uma transação que criaria um valor estratégico e financeiro significativo”.
Segundo o grupo, “dada a dimensão da integração proposta, prevê-se agora que um eventual acordo seja assinado durante o segundo semestre de 2026”.
A empresa assegurou, nesta segunda-feira, que o seu foco “continua a ser garantir que qualquer transação crie valor a longo prazo para todas as suas partes interessadas”, bem como “proporcione o quadro financeiro, de governação e operacional adequado para os negócios combinados”.
O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, ‘trading’ e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).
Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve.
Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.
Produção da Galp sobe 12%
De salientar também que a Galp registou uma produção média de 127 mil barris de petróleo equivalente por dia no segundo trimestre, um aumento homólogo de 12%, com a margem de refinação a mais do que duplicar, para 16,8 dólares por barril.
De acordo com a atualização dos dados operacionais (‘trading update’), no segmento de ‘upstream’ (exploração e produção) o petróleo representa 88% da produção total, subindo ligeiramente face ao trimestre anterior e ao período homólogo.
No segmento industrial e de ‘midstream’ (transporte e armazenamento), o volume de matérias-primas processadas aumentou 7% em termos homólogos, para 22,6 milhões de barris de petróleo equivalente e avançou 21% face ao trimestre anterior.
Já a margem de refinação mais do que duplicou face ao período homólogo, passando de 6,1 para 16,8 dólares por barril.
O fornecimento de produtos petrolíferos atingiu 3,9 milhões de toneladas, uma queda homóloga de 5%, mas um aumento em cadeia de 9%. O gás natural voltou a subir, com os volumes de fornecimento e ‘trading’ a crescerem 6% em termos homólogos, para 19,7 terawatts-hora (TWh).
Nas vendas a clientes, os produtos petrolíferos caíram, em termos homólogos, 5%, enquanto as de gás natural subiram 11% e as de eletricidade aumentaram 21%.
Na área das energias renováveis, a capacidade instalada situou-se em 2,3 gigawatts, mais 39% tanto em termos homólogos como em cadeia. Já a produção renovável vendida ascendeu a 888 gigawatts-hora, um aumento de 12% em termos homólogos e de 89% em cadeia.
A Galp apresenta resultados do segundo trimestre deste ano no dia 27 de julho, antes da abertura do mercado.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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