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Bancos multilaterais de desenvolvimento aumentam financiamento climático em 21%
Dados relativos a 2025 mostram aumento do financiamento climático para níveis recorde, antecipando as projeções previstas para 2030.
13 Jul 2026 - 18:13
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Foto: Adobe stock/lovelyday12
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Os bancos multilaterais de desenvolvimento, instituições financeiras criadas por múltiplos países para fomentar o progresso económico e social, aumentaram o financiamento climático em 21% no último ano, para um valor de 103 mil milhões de dólares. Já o financiamento destas instituições para adaptação em economias de baixo e médio rendimento aumentou 31%, para 35 mil milhões de dólares, e o financiamento para mitigação aumentou 16%, para 68 mil milhões de dólares, de acordo com o novo relatório divulgado pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).
“Os bancos multilaterais de desenvolvimento estão no caminho certo para cumprir as suas projeções de financiamento climático para 2030 em todos os países onde operam”, refere o BEI num comunicado divulgado nesta segunda-feira, acrescentando que estes bancos “aumentaram o financiamento climático para níveis recorde em 2025, reforçando o seu papel no apoio a economias resilientes às alterações climáticas e sustentáveis”.
Nas economias de baixo e médio rendimento, o financiamento climático dos BMD duplicou nos últimos cinco anos. Do montante de 103 mil milhões de dólares em 2025, a mitigação representou a maior parcela, com 68 mil milhões de dólares, enquanto o financiamento para adaptação continuou a crescer rapidamente, atingindo 35 mil milhões de dólares. A mobilização de financiamento do setor privado nestes países alcançou 35 mil milhões de dólares.
Nas economias de elevado rendimento, o financiamento climático dos BMD em 2025 também cumpriu ou excedeu as projeções para 2030 cinco anos antes do previsto, apoiando principalmente esforços de mitigação com 53 mil milhões de dólares, juntamente com investimentos em adaptação no valor de 7 mil milhões de dólares. A mobilização de financiamento privado nestes países alcançou 80 mil milhões de dólares.
“Ao mobilizar investimento público e privado, estamos a ajudar clientes em todo o mundo a investir em resiliência, independência energética e crescimento sustentável”, afirma o vice-presidente do BEI, Ambroise Fayolle.
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