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Consumo elétrico bate recorde no arranque de 2026 e abranda em março

REN revela que produção renovável assegura 80% da eletricidade no primeiro trimestre, enquanto consumo de gás dispara impulsionado pela geração elétrica.

01 Abr 2026 - 17:10

3 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

O consumo de eletricidade em Portugal atingiu um máximo histórico no primeiro trimestre de 2026, mas deu sinais de abrandamento em março, segundo dados divulgados pela REN, nesta quarta-feira.

Entre janeiro e março, o consumo fixou-se em 14,6 terawatts-hora (TWh), o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre, superando em 3,8% o anterior máximo registado em 2025. Com correção de efeitos de temperatura e número de dias úteis, a subida é ainda ligeiramente superior, de 3,9%.

Apesar da trajetória de crescimento dos últimos meses, março marcou uma inversão, com o consumo a recuar 0,6% em termos homólogos. Ainda assim, quando ajustado a fatores sazonais, o mês acaba por apresentar uma variação positiva de 1,4%, sugerindo uma desaceleração mais do que uma quebra significativa.

A produção renovável voltou a dominar o sistema elétrico nacional no conjunto do trimestre, assegurando 80% do consumo. A energia hídrica liderou, com 38%, seguida da eólica (32%), solar (6%) e biomassa (4%). A produção a gás natural representou 16%, pressionada por constrangimentos no sistema associados à depressão Kristin, enquanto as importações líquidas cobriram os restantes 3%.

As condições meteorológicas foram particularmente favoráveis à produção hídrica, com um índice de produtibilidade de 1,52 (acima da média histórica), e também à eólica (1,15). Já a solar ficou aquém da média de 1 valor, com um índice de 0,65.

Em março, o peso das renováveis baixou para 76% do consumo, com a produção não renovável a assegurar 15% e o saldo importador a subir para 9%. Ainda assim, a hídrica manteve-se acima da média, com um o índice de produtibilidade de 1,27, ao contrário da eólica (0,89) e da solar (0,71), ambas abaixo dos valores históricos.

No mercado do gás natural, a tendência é de crescimento acentuado. Em março, o consumo aumentou 10,3% face ao mesmo mês de 2025, impulsionado quase exclusivamente pelo segmento de produção de eletricidade, que disparou 79%. Em sentido contrário, o consumo convencional (que inclui indústria e outros consumidores) recuou 6,8%. O abastecimento foi praticamente assegurado pelo terminal de gás natural liquefeito de Sines, responsável por 97% do consumo mensal, com as importações via interligação com Espanha a terem um peso residual.

No acumulado do trimestre, o consumo de gás cresceu 13,8%, refletindo um aumento de 54% na produção elétrica e uma variação quase nula (0,2%) no consumo convencional. O terminal de Sines garantiu 82% do abastecimento, com origem sobretudo na Nigéria (37%) e nos Estados Unidos (36%), mas também com uma parcela de 10% ainda proveniente da Rússia. Os restantes 18% chegaram através da ligação com Espanha.

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