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Dezenas de empresas apoiam carta para reforçar direitos laborais na eólica offshore no Reino Unido
O acordo prevê maior intervenção dos sindicatos e melhores padrões de segurança laboral. A iniciativa pretende influenciar futuros acordos no setor das energias renováveis e garantir melhor acesso aos locais de trabalho e mais condições de segurança.
05 Jun 2026 - 17:20
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No Reino Unido, 37 empresas da cadeia de fornecimento da energia eólica offshore e os sindicatos apoiam a Carta de Trabalho Justo para a Energia Eólica Offshore do governo.
O acordo, divulgado nesta sexta-feira, permitirá que os sindicatos tenham melhor acesso aos locais de trabalho e oportunidades para comunicarem diretamente com os trabalhadores, mostra comunicado do governo britânico. Além disso, o acordo garante normas laborais exigentes em matéria de saúde e segurança.
Esta carta poderá ainda abrir caminho ao reconhecimento sindical para todo o setor da energia eólica offshore e permitir futuros acordos entre empresas e sindicatos para garantir condições de trabalho justas, programas de formação e locais de trabalho mais inclusivos, refere a nota divulgada pelo governo de Keir Starmer.
Ed Miliband, secretário da Energia do Reino Unido, afirma, em comunicado, que “o governo sempre foi claro ao dizer que os trabalhadores que fazem funcionar o país também merecem poder no seu local de trabalho. Por isso saudamos este compromisso de grandes fabricantes da energia eólica offshore e de sindicatos que representam milhares de trabalhadores em todo o país.”
“Há medida que avançamos mais rapidamente na missão da energia limpa após a guerra no Irão, é necessário garantir que construímos um sistema energético mais seguro e estável, que ande de mãos dadas com direitos laborais mais fortes”, adiciona o secretário de estado.
Além disso, Eddie Dempsey, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, Marítimos e Transportes (RMT na sigla em inglês), afirma que “é positivo ver várias empresas a aderirem à Carta de Trabalho Justo e a comprometerem-se com um maior envolvimento com sindicatos no setor das energias renováveis, incluindo a cadeia marítima”.
“O RMT continuará a lutar para garantir que estes compromissos se traduzem em melhorias reais para os trabalhadores locais ao longo da cadeia de fornecimento e que beneficiem também as comunidades locais”, acrescenta o secretário-geral do sindicato.
Esta nova medida surge na sequência de ações do governo para criar 300.000 novas oportunidades de experiência profissional e formação em setores como construção, saúde, cuidados sociais e hotelaria, no Reino Unido.
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