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Economia portuguesa continua a crescer enquanto emissões de GEE diminuem
Em 2024, o setor da energia produziu menos 14,9% de GEE em comparação com 2023, ano em que foi o setor mais poluente. Agora, quem assume o papel de setor com mais emissões é a indústria, responsável por 24,5% das emissões.
16 Out 2026 - 06:28
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Pelo quarto ano consecutivo, a economia portuguesa cresce acompanhada por uma uma redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). Esta tendência evidencia a continuidade da dissociação entre a atividade económica e as emissões de GEE, afirma o Instituto Nacional de Estatística (INE), nesta quinta-feira.
Em 2024, as emissões de gases com efeito de estufa, expressas em Potencial de Aquecimento Global (GWP, na sigla em inglês), diminuíram 2,8% em relação ao ano anterior, totalizando 52,0 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o valor mais baixo desde a primeira análise, em 1995. Segundo o INE, esta redução ocorreu num contexto de crescimento económico, com o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado a aumentar 2,7%.
Segundo o INE, a redução das emissões de GEE, conjugada com o crescimento do PIB a preços de mercado, traduziu-se numa descida de 5,4% da Intensidade Carbónica da economia portuguesa, que atingiu o valor mais baixo desde 1995.
Entre os GEE, o CO₂ domina, com cerca de 71% do total, seguido do metano com 19%, enquanto o Óxido Nitroso (N2O) e os Gases fluorados (F-Gases) representam apenas 6,6% e 3,7%, respetivamente.
Setor da energia cada vez menos poluente
Em 2024, o setor da energia produziu menos 14,9% de GEE em comparação com 2023, ano em que foi o setor mais poluente. Agora, quem assume o papel de setor com mais emissões é a indústria, responsável por 24,5% das emissões. Ao contrário da energia, este setor ficou 2,9% mais poluente.
A energia ocupa agora o terceiro lugar, ficando atrás não só da indústria, mas também do setor dos transportes, informação e comunicação (18,6%).

O setor das atividades financeiras, de seguros e imobiliária também viu as suas emissões dispararem, com uma discrepância de 14,4%, em relação a 2023. Por outro lado, as emissões provocadas pelas famílias portuguesas manteve-se semelhante ao ano anterior, sendo estas responsáveis por 12,2% dos GEE libertados.
Em 2024, as emissões de GEE da economia portuguesa totalizaram 52,0 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, menos 26,0% do que em 2015 (70,2 milhões de toneladas de CO₂ equivalente) e menos 29,2% do que em 2017 (73,4 milhões de toneladas de CO₂ equivalente), ano em que se registou o valor mais elevado do período 2015-2024.
Entre 2015 e 2024, as emissões de GEE diminuíram 26,0%, destacando-se, mais uma vez, as reduções na energia, água e saneamento, nas famílias e na Indústria. Registaram-se também diminuições na construção e nos restantes ramos de atividade. Em sentido contrário, as emissões aumentaram nos transportes, informação e comunicação e na agricultura, silvicultura e pesca.
Intensidade carbónica da economia portuguesa diminuiu 5,4%
Segundo o INE, A intensidade carbónica da economia mede a quantidade de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) por unidade de Produto Interno Bruto (PIB). Uma diminuição deste indicador significa que a economia gera menos emissões por unidade de PIB.
Em 2024, a intensidade carbónica da economia portuguesa diminuiu 5,4%, passando de 0,22 para 0,21 kg de CO₂ equivalente por euro de PIB, o valor mais baixo da série estatística. Esta evolução refletiu a redução das emissões de GEE (-2,8%), num contexto de crescimento do PIB a preços de mercado (2,7%), explica o instituto.
Em 2024, a Agricultura, silvicultura e pesca apresentou a maior intensidade das emissões entre os ramos de atividade económica (2,0 kg de CO₂ equivalente por euro), seguida da Energia, água e saneamento (1,5 kg de CO₂ equivalente por euro).
Face a 2023, a intensidade das emissões diminuiu na Energia, água e saneamento, na Construção, na Agricultura, silvicultura e pesca, nos Restantes ramos de atividade e nos Transportes, informação e comunicação. Em contrapartida, aumentou na Indústria.
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